Thursday, April 16, 2015

Alterações do sono, depressão, obesidade e sedentarismo podem explicar parcela significativa da fadiga na artrite reumatoide

Alterações do sono, depressão, obesidade e sedentarismo podem explicar parcela significativa da fadiga na artrite reumatoide

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Alterações do sono, depressão, obesidade e sedentarismo podem explicar parcela significativa da fadiga na artrite reumatoide
Em artigo divulgado pelo periódico Arthritis Care and Research, realizado por Patricia Katz e colaboradores da Universidade da Califórnia, observou-se que a fadiga1 é uma grande preocupação para os indivíduos com artrite reumatoide2 (AR) e que fatores como distúrbios do sono, depressão, obesidade3 e sedentarismo4 podem contribuir muito para o aparecimento deste sintoma5.
A coorte6 estudada incluiu 158 pacientes que tiveram seus dados coletados durante uma única visita domiciliar. Todos os participantes tinham o diagnóstico7 médico de artrite reumatoide2 (AR). As avaliações foram feitas de acordo com o autorrelato de sono, depressão, atividade física, atividade da AR (dor), força muscular, limitações funcionais e composição corporal. Foram coletadas informações sobre demografia, medicamentos e tabagismo. O índice conhecido como The Fatigue Severity Index (FSI; média de fadiga1 nos últimos sete dias) foi usado como resultado primário.
A idade média foi de 59 anos e a média de duração da doença foi de 21 (±13) anos, sendo 85% dos participantes do sexo feminino. A média de classificação do FSI foi de 3,8.
Cerca de metade dos pacientes relataram qualidade do sono moderada, aproximadamente um quarto relatou sono de má qualidade. Além disso, pouco mais de 40% tinham pelo menos níveis moderados de sintomas8 depressivos, enquanto mais de 50% eram obesos usando o índice de massa corporal9 (IMC10) para avaliação. Mais da metade era fisicamente inativa.
Na análise multivariada, a atividade da doença, a falta de sono, a depressão e a obesidade3 autorreferidas foram independentemente associadas à fadiga1. As análises de mediação indicaram que a atividade física teve uma associação indireta com a fadiga1, mediada pela falta de sono, depressão e obesidade3.
Este estudo transversal sugere que a fadiga1 pode não ser apenas um resultado da artrite reumatoide2 em atividade, mas pode resultar de uma constelação de fatores, incluindo a atividade da doença ou dor e também da inatividade física, da depressão, da obesidade3 e da falta de sono. Os resultados sugerem novos caminhos para intervenções para melhorar a fadiga1 em indivíduos com AR, como o aumento da atividade física, o tratamento da depressão ou da obesidade3.
Fonte: Arthritis Care and Research, volume 67, número 3, de março de 2015
segunda-feira, 06 de abril de 2015
NEWS.MED.BR, 2015. Alterações do sono, depressão, obesidade e sedentarismo podem explicar parcela significativa da fadiga na artrite reumatoide. Disponível em: . Acesso em: 16 abr. 2015.

Complementos

1 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
2 Artrite reumatóide: Doença auto-imune de etiologia desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e à destruição das articulações por erosão do osso e cartilagem. Afeta mulheres duas vezes mais do que os homens e sua incidência aumenta com a idade. Em geral, acomete grandes e pequenas articulações em associação com manifestações sistêmicas como rigidez matinal, fadiga e perda de peso. Quando envolve outros órgãos, a morbidade e a gravidade da doença são maiores, podendo diminuir a expectativa de vida em cinco a dez anos.
3 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
4 Sedentarismo: Qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários. Sedentário é aquele que se exercita pouco, que não se movimenta muito.
5 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
6 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
10 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.

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