Friday, November 02, 2007

Sobre o diabetes

Primeira de sua classe terapêutica, a vildagliptina age diretamente no pâncreas, permitindo controle prolongado do nível de açúcar no sangue

São Paulo, maio de 2006 – Uma meta há muito tempo perseguida para o tratamento do diabetes tipo 2 pode estar perto de ser alcançada. A vildagliptina (Galvus®), inibidora da DPP-4, ao tratar a disfunção de células pancreáticas responsáveis pelos altos níveis de açúcar no sangue em pacientes com diabetes tipo 2, leva ao controle da glicemia por tempo mais prolongado, podendo retardar a progressão da doença. Essa inovação beneficiará os portadores do diabetes tipo 2, que representam 90% do número de diabéticos no mundo, cerca de 190 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Diferentemente dos atuais tratamentos para o diabetes tipo 2, Galvus® afeta tanto a célula pancreática alfa quanto a beta, reduzindo a produção de açúcar em excesso ao mesmo tempo em que aumenta a secreção de insulina no sangue, controlando o nível do açúcar. A terapia, administrada por via oral em dose única diária, não foi associada ao ganho de peso ou maior incidência de efeitos colaterais, incluindo hipoglicemia e edema. A submissão do pedido de aprovação do medicamento tem como base resultados de estudos clínicos envolvendo mais de 4.300 pacientes utilizando somente a vildagliptina ou o medicamento associado a terapias antidiabéticas prescritas normalmente.


A prevalência do diabetes na população mundial está aumentando assustadoramente e mais da metade dos pacientes em tratamento ainda não atingiram o nível adequado de açúcar no sangue. As terapias atuais tendem a perder eficácia ao longo do tempo devido à progressão da doença. Com lançamento previsto para 2007, a vildagliptina deve representar um avanço no tratamento do diabetes tipo 2 e se tornar a droga de primeira opção, seja de uso isolado ou combinada com outros agentes, no tratamento da doença.



Sobre o Galvus®
A vildagliptina é a primeira de uma nova classe de medicamentos que elevam a concentração de incretina, substância fabricada pelo aparelho digestivo quando nos alimentamos e que regula o desequilíbrio entre a oferta e demanda de insulina e glucagon, causas do diabetes tipo 2.


A vildagliptina inibe uma enzima de nome DPP-4, resultando no aumento dos níveis da incretina. As incretinas ativam o funcionamento das células pancreáticas responsáveis pela produção da insulina e reduzem a produção exagerada de glucagon pelas células alfa das ilhotas pancreáticas, comum em pessoas com diabetes tipo 2. Além disso, acredita-se que as incretinas desempenham papel na prevenção de mudanças estruturais que levam à morte das células beta.


Os dados dos estudos pré-clínicos também mostram que a vildagliptina tem potencial para aumentar a produção de células beta do pâncreas ao estimular as incretinas. Neste estudo, o tratamento com a vildagliptina resultou em queda na taxa de morte de células beta e no aumento da replicação das mesmas células, levando ao aumento de 40% à 50% no número de células beta produtoras de insulina no pâncreas. O aumento na massa de células beta pode resultar no atraso da progressão da doença em pessoas com diabetes tipo 2.


O medicamento mantém melhores níveis de glicose por até um ano, é bem tolerado pelo organismo e, por fim, pode retardar a progressão da doença.



Sobre o diabetes
O diabetes é uma disfunção que impede o pâncreas de produzir insulina ou o organismo de usá-la de forma adequada. Existiam, até então, três formas de tratar a doença: estimulando o pâncreas a fabricar insulina; diminuindo a resistência do organismo à ação do hormônio; e diminuindo a liberação da glicose pelo fígado.


De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), existem 190 milhões de diabéticos no planeta, número que dobrará até 2030. Só no Brasil, são cerca de 16 milhões. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, o diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 e está relacionado à obesidade e ao sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos.

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