Monday, July 20, 2009

PROLAPSO DA VALVA MITRAL

PROLAPSO DA VALVA MITRAL



O prolapso da valva mitral caracteriza-se pelo movimento dos folhetos desta para átrio esquerdo durante a sístole ou contração cardíaca. Neste momento a vibração ocorrida nas paredes do ventrículo esquerdo causam sensação de desconforto precordial (no peito), e na grande maioria dos casos taquicardia (aceleração das batidas cardíacas), que pode ser traduzido pelo paciente como dor no peito sensação de não completar a respiração, que muitos confundem com dores relacionadas a doença coronariana (angina do peito), no deve-se, nestes casos procurar um cardiologista e após exame cardiologido, provada a existência do prolapso da valva mitral o paciente será orientado, medicado para os sintomas, e acompanhado.

O acompanhamento requerido é a realização de consulta anual com eletrocardiograma e ecocardiograma Doppler. Diga-se de passagem as alterações nem sempre aparecem no eletrocardiograma ou são insignificantes, sem necessário o ecocardiograma, no ambito clínico o diagnostico é feito atravez da história clínica dos sintomas e na ausculta por sopro e um estalido após a primeira batida cardíaca ou bulha.

O prolapso da valva mitral em sua grande maioria é uma patologia (doença) de cunho benigno, causada por má formação , ou mal posicionamento congênito (na gestação) do eixo ou dos folhetos desta valva. Pode ainda ser causado de forma secundaria por algumas patologias como hipotireoidismo pela degeneração chamada mixomatosa dos folhetos da mitral, neste caso o não tratamento da patologia de base pode levar a progressão do prolapso e a insuficiência da valva mitral que aí sim é uma patologia importante e que pode até requerer tratamento cirúrgico.

Doenças mais raras como a síndrome de Marfan e mal formações torácicas podem levar ao prolapso secundário.

O tratamento é basedo no tratamento direto das causas secundarias quando estas existirem , e no caso do prolapso primário ou congênito ele é feito de forma sintomática com o uso de antiarritmicos principalmente os beta bloqueadores (propranlol, metropolol, sotalol) são os mais usados, em todos os casos o mais importante na verdade é profilaxia no caso de pequenas cirurgias e tratamento dentário que se faz com amoxacilina 2g uma hora antes da operação em si, o que é bom frisar não implica em qualquer modificação no tratamento dado pelo dentista que deve prescrever o que for necessário para o tratamento que estiver realizando, o paciente é claro já sabedor de sua condição deve passar por avaliação cardiológica.

Em casos de cirurgias de grande e médio porte realizada em centro cirúrgico os pacientes devem passar também por avaliação cardiológica, porém a antibiótico terapia será realizada pelo cirurgião antes , durante e após a operação não tendo necessidade da amoxacilina via oral, salvo raras excessões.


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