Thursday, October 06, 2016

JAMA Psychiatry: pílula anticoncepcional pode ter a depressão como efeito colateral


JAMA Psychiatry: pílula anticoncepcional pode ter a depressão como efeito colateral


A+A-Alterar tamanho da letra
Avalie esta notícia
JAMA Psychiatry: pílula anticoncepcional pode ter a depressão como efeito colateral

-->
Milhões de mulheres em todo o mundo usam a contracepção1 hormonal. Apesar da evidência clínica da influência dos contraceptivos hormonais sobre o humor de algumas mulheres, as associações entre o seu uso e os distúrbios de humor permanecem inadequadamente avaliados.
Com o objetivo de investigar a relação entre os anticoncepcionais hormonais e o uso posterior de antidepressivos e um diagnóstico2 de depressão, em um hospital psiquiátrico da Dinamarca, pesquisadores da Faculty of Health and Medical Sciences, da University of Copenhagen, realizaram um estudo com publicação online pelo JAMA Psychiatry.
Veja mais em: "Depressão maior ou transtorno depressivo reativo?" e "Depressão em mulheres".
O estudo de coorte3 prospectivo4 combinado a dados do National Prescription Register e do Psychiatric Central Research Register, ambos da Dinamarca, envolveu todas as mulheres e adolescentes, entre 15 e 34 anos, que viviam na Dinamarca e foram acompanhadas de 01 de janeiro de 2000 a dezembro de 2013, quando não tivessem diagnóstico2 anterior de depressão, câncer5 ou trombose6 venosa, não tivessem feito tratamento de infertilidade7 ou obtido prescrição para antidepressivos.
Saiba mais sobre "Prevenção do Câncer5", "Trombose venosa profunda8" e "Infertilidade7".
Mais de um milhão de mulheres (idade média de 24 anos; média de acompanhamento de 6,4 anos) foram incluídas na análise. Em comparação com não usuárias, as usuárias de contraceptivos orais combinados tiveram um risco relativo (RR) da primeira utilização de um antidepressivo de 1,23. Usuárias de pílulas só com progestágeno tiveram um RR para a primeira utilização de um antidepressivo de 1,34; usuárias de patch (norgestrolmin) apresentaram RR de 2,0; usuárias de anel vaginal (etonogestrel) tiveram RR de 1,6 e as usuárias de um sistema intrauterino de levonorgestrel RR de 1,4.
Para diagnósticos de depressão, dados semelhantes ou estimativas ligeiramente mais baixas foram encontrados. Os riscos relativos diminuíram com o aumento da idade. Adolescentes (entre 15 e 19 anos) utilizando contraceptivos orais combinados tiveram um RR de primeira utilização de antidepressivo de 1,8 e aquelas que só usavam pílulas de progestágeno de 2,2. Seis meses após o início do uso de contraceptivos hormonais, o RR do uso de antidepressivos atingiu um pico de 1,4. Quando o grupo de referência foi alterado para aquelas que nunca usaram a contracepção1 hormonal, as estimativas de RR para usuárias de contraceptivos orais combinados aumentaram para 1,7 (IC 95%, 1,66-1,71).
Concluiu-se que o uso de contraceptivos hormonais, especialmente entre as adolescentes, foi associado à posterior utilização de antidepressivos e um primeiro diagnóstico2 de depressão, sugerindo depressão como um potencial efeito adverso do uso de contraceptivo hormonal.
Leia também sobre "Pílulas anticoncepcionais", "Pílula do dia seguinte" e "EVRA: um novo conceito em anticoncepcionais".

Fonte: JAMA Psychiatry, publicação online, de 28 de setembro de 2016

NEWS.MED.BR, 2016. JAMA Psychiatry: pílula anticoncepcional pode ter a depressão como efeito colateral. Disponível em: . Acesso em: 6 out. 2016.

No comments: