Thursday, September 22, 2016

Como aproveitar melhor seu horário de almoço


Como aproveitar melhor seu horário de almoço




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A hora do almoço pode ser uma excelente parte do dia, muito mais do que simplesmente um momento para ingestão de calorias necessárias. Se abordado corretamente, o almoço pode ser um momento para renovação das energias, pelo menos em uma pequena escala. Com que frequência, no entanto, encaixamos o almoço em um curto tempo entre atividades profissionais, como lidar com equipe, atender pacientes, revisar documentos ou pesquisar coisas online?
Devorar a comida que seria de outra forma nutritiva, em parte, nega o valor nutricional do que você está ingerindo. Se você está dando ao almoço pouca atenção, do ponto de vista fisiológico, você pode não obter os benefícios nutricionais ideais do alimento que você consome.
Veja algumas ideias para melhorar o tempo e o ambiente do almoço, comendo de forma mais tranquila e agradável, que irá te ajudar a lidar melhor com as atividades do resto do dia:

1. Agende seu almoço

Se ainda não faz isso, comece a agendar seu almoço todo dia. Vá ao seu calendário ou agenda e marque os horários nos quais irá almoçar. Reserve mais tempo do que você fisicamente leva para consumir aquilo que escolher comer no dia. Se você leva em média de 10 a 20 minutos, por exemplo, para comer um prato de comida, reserve pelo menos 35 a 45 minutos para o almoço.

2. Se organize

Se você almoça em um restaurante próximo, planeje-se de modo que consiga chegar e sair com facilidade, tendo um atendimento eficiente. Talvez seja o caso de conversar no restaurante e já deixar reservas feitas para os dias que irá almoçar no local. Faça o mesmo para todos os estabelecimentos onde costuma comer, se você varia almoçando em lugares diferentes cada dia da semana.

3. Fuja do fast food

Independente do que você escolha comer de almoço, apenas garanta que não seja fast food. Não há necessidade de listar aqui todos os tão conhecidos malefícios em consumir hambúrgueres questionáveis, batatas-fritas e outros lanches recheados de gorduras ruins, açúcares e sódio - tudo que você não precisa consumir. O efeito cumulativo de consumir fast food já foi muito bem documentado e não é um caminho o qual você deve seguir.

4. Mantenha o ambiente leve

Almoçar com um amigo ou alguém do trabalho é permitido, mas mantenha a conversa leve. O almoço não é o momento para lidar com problemas ou assuntos pesados. Mas é uma boa oportunidade para criar laços e se aproximar das pessoas, falando sobre tópicos não relacionados ao trabalho, ou simplesmente curtindo o momento tranquilamente.

5. Evite a pressa para voltar

Certifique-se de que você consegue voltar do almoço de uma forma descontraída. Não importa o quão sem pressa você tenha comido, se você tem que se apressar de volta para o consultório para uma consulta ou uma reunião, mais uma vez, você pode negar os benefícios de seu almoço tranquilo nesse seu retorno frenético.
Com a mentalidade certa, e algumas orientações simples, como as discutidas acima, cada vez mais você pode transformar sua hora de almoço em algo um pouco mais gratificante, se não muito mais, do que tem sido. Você deve isso a si mesmo: ter almoços agradáveis e receber os benefícios associados em termos de satisfação no trabalho, eficácia, e entusiasmo pessoal.

JAMA: gestantes e bebês estão expostos a neurotoxinas

JAMA: gestantes e bebês estão expostos a neurotoxinas

O consenso, publicado em julho pelo Environmental Health Perspectives, é conhecido como The Targeting Environmental Neuro-Developmental Risks (TENDR) Consensus Statement e faz um convite à ação para reduzir a exposição a produtos químicos tóxicos que podem contribuir para a prevalência1 da deficiência do desenvolvimento neurológico em crianças da América.
Depois de analisar evidências dos efeitos no cérebro e sistema nervoso2 de mais de 10 grupos químicos diferentes em estudos de exposição na infância e desenvolvimento infantil, os exemplos de produtos químicos neurotóxicos foram além dos habituais suspeitos chumbo, mercúrio e bifenilpoliclorados (PCBs) e incluíram também pesticidas organofosforados, retardadores de chama difenil eter polibromado (PBDE) e poluentes do ar relacionados à combustão.
Estes produtos químicos foram escolhidos devido à forte evidência de neurotoxicidade em seres humanos, juntamente com a exposição generalizada e a viabilidade de redução à exposição. Mas Irva Hertz-Picciotto, diretora do University of California-Davis Environmental Health Sciences Center e co-diretora do Projeto TENDR, enfatizou que "estes produtos químicos são exemplos e não devem ser interpretados como a totalidade do problema."
O grupo concorda que a investigação sobre outros produtos químicos emergentes, particularmente aqueles que causam perturbações endócrinas tais como os ftalatos, também levantam graves preocupações de segurança. Hertz-Picciotto também apontou que milhares de produtos químicos ainda não foram testados para efeitos de longo prazo sobre a função cerebral resultante de exposições no períodopre natal e na infância precoce.
De acordo com as estimativas atuais dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças, uma em cada dez crianças nos Estados Unidos tem transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), enquanto uma em 68 tem transtorno do espectro do autismo (TEA). Deficiências intelectuais, que são mais difíceis de serem mensuradas, também parecem estar em ascensão.
Embora as exposições químicas sejam apenas um componente que contribui para o aumento das perturbações do desenvolvimento neurológico, elas são um fator que pode ser reduzido, o que torna seu conhecimento muito importante.
NEWS.MED.BR, 2016. JAMA: gestantes e bebês estão expostos a neurotoxinas. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016.

Complementos

1 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
2 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.


Artigo de revisão sobre as evidências de eficácia e segurança do tratamento com estatinas publicado pelo The Lancet

Artigo de revisão sobre as evidências de eficácia e segurança do tratamento com estatinas publicado pelo The Lancet


Esta revisão destina-se a ajudar médicos e pacientes com informações para tomar decisões sobre a terapia com estatinas na prevenção de ataques cardíacos e derrames. Ela explica como as evidências disponíveis a partir de ensaios clínicos1 randomizados produzem informações confiáveis tanto sobre a eficácia quanto sobre a segurança do tratamento com estatinas.
Além disso, discute como a alegação de que as estatinas comumente causam efeitos adversos reflete uma falha em reconhecer as limitações de outras fontes de evidências sobre os efeitos do tratamento com este tipo de medicação.
Evidências clínicas em larga escala, a partir de ensaios randomizados, mostram que a terapia com estatina reduz o risco de eventos vasculares2 (isto é, mortes por doenças coronarianas ou infarto do miocárdio3, derrames e procedimentos de revascularização coronariana) em cerca de um quarto para cada redução de mmol/L4 no colesterol5 LDL6 durante cada ano (depois do primeiro) que ela continua a ser feita.
Os benefícios absolutos da terapia com estatina dependem do risco individual absoluto de eventos vasculares2 oclusivos e da redução absoluta no colesterol5 LDL6 que é alcançada. Por exemplo, a redução do colesterol5 LDL6 em 2 mmol/L4 (77 mg/dL7) com um regime de estatina eficaz de baixo custo (por exemplo, atorvastatina 40 mg por dia, custa cerca de £2 por mês) por 5 anos em 10.000 pacientes, normalmente previne os principais eventos vasculares2 que ocorrem em cerca de 1.000 pacientes (ou seja, 10% de benefício absoluto) com doenças vasculares2 oclusivas pré-existentes (prevenção secundária) e em 500 pacientes (ou seja, 5% de benefício absoluto) que estão em risco aumentado, mas que ainda não tiveram um evento vascular8 (prevenção primária).
A terapia com estatina tem demonstrado reduzir o risco de doença vascular8 durante cada ano que continua a ser feita, de modo que maiores benefícios absolutos seriam acumulados com a terapia mais prolongada e estes benefícios persistiriam no longo prazo.
Os únicos eventos adversos graves que foram observados com a terapia com estatina, a longo prazo - isto é, efeitos adversos da estatina - são as miopatias causadas pela estatina (definida como dor ou fraqueza muscular combinada a grandes aumentos das concentrações sanguíneas de creatina quinase), início novo de diabetes mellitus12, e, provavelmente, acidente vascular cerebral13 hemorrágico14.
Tipicamente, o tratamento de 10.000 pacientes por 5 anos com um regime eficaz (por exemplo, atorvastatina 40 mg por dia) pode provocar cerca de 5 casos de miopatia15 (um dos quais pode progredir, se a terapia com estatina não for interrompida, para uma condição mais grave conhecida como rabdomiólise16), 50 a 100 novos casos de diabetes17 e 5 a 10 casos de acidentes vasculares2 cerebrais hemorrágicos18. No entanto, qualquer impacto adverso destes efeitos secundários sobre os principais eventos vasculares2 já foi levado em conta nas estimativas dos benefícios absolutos.
A terapia com estatina pode causar eventos adversos sintomáticos (por exemplo, dores musculares ou fraqueza) em até cerca de 50 a 100 pacientes (ou seja, 0,5-1,0% de danos absolutos) por 10.000 pacientes tratados durante 5 anos. No entanto, estudos randomizados controlados com placebo19 mostraram definitivamente que quase todos os eventos adversos sintomáticos que são atribuídos ao tratamento com estatina na prática de rotina não são realmente causados por ele (ou seja, eles representam uma falsa atribuição). A evidência disponível em larga escala a partir de ensaios clínicos1 randomizados também indica que é improvável que grandes excessos absolutos em relação a outros eventos adversos graves ainda esperem por serem comprovados.
Consequentemente, não se espera que quaisquer conclusões que emergirem sobre os efeitos da terapia com estatinas possam alterar significativamente o equilíbrio entre os benefícios e os malefícios. É, portanto, uma preocupação de que os exageros sobre as taxas de efeitos colaterais20 com a terapia com estatina possam ser responsáveis pela sua subutilização entre os indivíduos com risco aumentado para eventos cardiovasculares. Pois, enquanto os raros casos de miopatia15 e quaisquer sintomas21 musculares que são atribuídos à terapia com estatinas geralmente desaparecem rapidamente quando o tratamento é interrompido, os ataques cardíacos ou derrames que podem ocorrer se a terapia com estatina for interrompida desnecessariamente podem ser devastadores.
NEWS.MED.BR, 2016. Artigo de revisão sobre as evidências de eficácia e segurança do tratamento com estatinas publicado pelo The Lancet. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2016.

Thursday, September 15, 2016

Indústria do açúcar pode ter manipulado resultado de pesquisa sobre doenças coronarianas e o consumo de açúcar, colocando a culpa nas gorduras saturadas

Indústria do açúcar pode ter manipulado resultado de pesquisa sobre doenças coronarianas e o consumo de açúcar, colocando a culpa nas gorduras saturadas

Uma análise histórica de documentos internos da indústria do açúcar1 sugere que a indústria patrocinou um programa de pesquisa, na década de 1960 e 1970, que destacou a gordura2 e o colesterol3 como causas alimentares das doenças cardíacas coronarianas e minimizou a evidência de que o consumo de sacarose também seria um fator de risco4.
Sinais7 precoces de alerta sobre o risco de doença cardíaca coronariana (DCC) e o consumo de açúcar1 (sacarose) surgiram na década de 1950. Documentos internos da Sugar Research Foundation (SRF) foram examinados no estudo publicado pelo JAMA Internal Medicine, assim como relatórios históricos e declarações relevantes sobre os debates iniciais das causas alimentares das DCC.
A SRF patrocinou o seu primeiro projeto de pesquisa sobre DCC em 1965, uma revisão da literatura, publicada pelo The New England Journal of Medicine, que destacou a gordura2 e o colesterol3 como as causas alimentares das DCC e minimizou a evidência de que o consumo de sacarose também seria um fator de risco4. A SRF definiu o objetivo da avaliação, contribuiu com artigos para a inclusão e recebeu rascunhos.
O financiamento e o papel da SRF não foram divulgados. Juntamente com outras análises recentes de documentos da indústria do açúcar1, os resultados do estudo publicado agora pelo JAMA Internal Medicine sugerem que a indústria patrocinou um programa de pesquisa na década de 1960 e 1970 que com sucesso lançou dúvidas sobre os perigos da sacarose, promovendo a gordura2 e o colesterol3 como os culpados dietéticos das DCC.
Segundo os cientistas, os comitês de formulação de políticas devem considerar dar menos peso para estudos financiados pela indústria de alimentos e devem incluir mais estudos mecanicistas e com animais, bem como estudos avaliando o efeito da adição de açúcares nos vários biomarcadores coronarianos e no desenvolvimento da doença cardíaca.
Leia também:


Fonte: JAMA Internal Medicine, publicação online de 12 de setembro de 2016

Fumo passivo na infância

Fumo passivo na infância tem consequências cardiovasculares: uma declaração científica da American Heart Association

Embora os programas de saúde1 pública tenham levado a uma diminuição substancial na prevalência2 do tabagismo, os efeitos adversos da exposição à fumaça do cigarro para a saúde1 ainda não é coisa do passado.
Nos Estados Unidos, quatro de dez crianças em idade escolar e um de três adolescentes são involuntariamente expostos ao fumo passivo, com crianças de etnias minoritárias e aquelas que vivem em famílias com baixo status socioeconômico sendo desproporcionalmente afetadas (68% e 43%, respectivamente).
As crianças são particularmente vulneráveis, com pouco controle sobre sua casa e seu ambiente social, elas não têm a compreensão e a capacidade de evitar a exposição ao fumo passivo por própria vontade; também têm características fisiológicas3 ou comportamentais que as tornam especialmente susceptíveis aos efeitos do fumo passivo.
A fumaça que emana a partir da ponta acesa do cigarro, um importante componente do fumo passivo, contém uma concentração mais elevada de algumas toxinas4 do que o fumo principal (inalado pelo fumante diretamente), fazendo com que o fumo passivo seja potencialmente tão perigoso quanto ou ainda mais perigoso do que fumar diretamente.
Evidências convincentes, tanto em animais como em humanos, mostram que a exposição ao fumo passivo durante a infância:
  • É prejudicial para a função e a estrutura arteriais, resultando em aterosclerose5 prematura e suas consequências cardiovasculares.
  • Está relacionada a prejuízos na função autonômica cardíaca e a mudanças na variabilidade da frequência cardíaca.
  • Está associada à agregação de fatores de risco cardiometabólico tais como obesidade6, dislipidemia e resistência à insulina7.
Sabe-se que as intervenções individualizadas para reduzir a exposição das crianças ao fumo passivo são, pelo menos, modestamente eficazes, assim como iniciativas políticas amplas como a proibição de fumar em qualquer lugar e o aumento de impostos do cigarro.
Esta declaração da American Heart Association resume as evidências disponíveis sobre as consequências para a saúde1 cardiovascular da exposição ao fumo passivo na infância e serve de apoio para reduzir ainda mais ou eliminar a exposição ao cigarro desta população vulnerável. Ela possui dados relevantes de estudos epidemiológicos, experiências em laboratório e ensaios comportamentais controlados sobre fumo passivo e risco de doença cardiovascular em crianças.
A informação sobre os efeitos da exposição ao fumo passivo no sistema cardiovascular11, em estudos pediátricos e com animais, incluem perturbações vasculares12, ativação de plaquetas13, oxidação e inflamação14, disfunção endotelial, aumento da rigidez vascular15, alterações na estrutura vascular15 e disfunção autonômica.
As evidências epidemiológicas, observacionais e experimentais acumuladas até o momento demonstram as consequências cardiovasculares prejudiciais à saúde1 geradas pela exposição de crianças ao fumo passivo.
A consciência das consequências cardiovasculares adversas da exposição ao fumo passivo durante a infância pode facilitar o desenvolvimento de intervenções individuais, familiares e de saúde1 pública para reduzir e, idealmente, eliminar a exposição ao fumo passivo na infância. Isto exige uma política forte que tenha tolerância zero com a exposição das crianças ao fumo passivo.

Thursday, September 01, 2016

Pilates - quais os benefícios para o seu corpo?

Pilates - quais os benefícios para o seu corpo?

O que é Pilates?

O método de Pilates é hoje em dia um dos métodos de exercícios físicos mais populares. Ele é uma técnica de exercícios físicos e alongamento que trabalha conjuntamente a mente e o corpo, visando a re-educação do movimento e o trabalho do corpo como um todo, promovendo o equilíbrio muscular e mental.
Seus fundamentos básicos são concentração, controle, centralização, precisão e respiração, responsáveis pela harmonização do organismo. A força, tonificação e alongamento muscular são trabalhados de dentro para fora do corpo, do centro para a periferia, buscando torná-lo mais forte, elegante e saudável. Esse método foi criado pelo alemão Joseph Pilates (1880-1967) na década de 1920.

Em que consiste o método de Pilates?

O método de Pilates normalmente é conduzido por um fisioterapeuta ou profissional de Educação Física e consiste em exercícios aparentemente suaves que proporcionam o alongamento e a fortificação do corpo. O trabalho é feito através de movimentos suaves e contínuos, com ênfase na concentração, no fortalecimento e na estabilização dos músculos1 centrais do corpo (abdômen, coluna e pelve2). A mistura de força e flexibilidade ajuda a melhorar a postura, alongar e tonificar os músculos1.
Os exercícios do Pilates baseiam-se em seis princípios:
  1. Centro de força
  2. Concentração
  3. Controle
  4. Fluidez de movimentos
  5. Precisão
  6. Respiração
Os exercícios de Pilates normalmente são feitos no solo (MAT-Pilates) ou com o auxílio de quatro equipamentos: Studio Reformer, Trapézio Cadillac, Combo Chair e Barrel. Com exercícios de baixo impacto e de poucas repetições, é possível alcançar resultados eficazes e, ao mesmo tempo, ter menos desgaste das articulações3 e dos músculos1, tornando-o praticável tanto por atletas profissionais, como por pessoas sedentárias ou por pessoas de qualquer idade, inclusive as que sofrem de problemas ósseos e musculares ou dores crônicas.
Os orientadores precisam dedicar muita atenção a cada praticante, orientando posições corretas de realização dos movimentos, suavidade na execução e respiração associada a cada exercício. As aulas não devem ter mais de dois ou três praticantes por vez e devem contar com um período de descanso do organismo; portanto, o Pilates deve ser praticado de duas a três vezes por semana, deixando o corpo repousar por 24 horas.

Para quem deve ser indicado o método de Pilates?

O método do Pilates é indicado para reabilitação física, condicionamento físico e bem-estar geral. Ele visa promover a harmonia, a flexibilidade e o equilíbrio muscular, em aulas supervisionadas por um fisioterapeuta ou educador físico, que orienta a prática às necessidades de cada pessoa, podendo ser praticado em qualquer idade e níveis de condicionamento físico.
Crianças também podem praticá-lo, começando por volta dos 10-12 anos de idade. Nesta faixa etária, é necessário que o orientador tenha cuidado com as epífises4 de crescimento, cartilagens5 de crescimento ósseo que ainda estão abertas na infância. As crianças não devem trabalhar com cargas excessivas e devem manter suas articulações3 alinhadas para que sejam preparadas de maneira correta para o estirão de crescimento.

Quais são as vantagens do método de Pilates?

Várias são as vantagens do método de Pilates. O controle da respiração, por exemplo, permite controlar a ansiedade. Outra função muito apreciada é a de pós-tratamento de coluna, pois trabalha com o fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna. Além disso, a modalidade serve de escudo contra o estresse e a fadiga6. Os exercícios do Pilates proporcionam:
  • Controle sobre o corpo e sobre o estresse, ansiedade e nervosismo
  • Alivia dores, sobretudo as dores de coluna
  • Melhora a respiração
  • Corrige a postura
  • Fortalece os músculos1
  • Melhora a flexibilidade e a coordenação motora
  • Previne fraturas osteoporóticas
  • Trabalha o equilíbrio
  • Melhora a consciência corporal, etc.

CrossFit - Vantagens e Desvantagens

CrossFit - Vantagens e Desvantagens

O que é CrossFit?

O CrossFit é um programa de treinamento de força e condicionamento físico, baseado em movimentos funcionais, feitos com alta intensidade e variados continuamente. Normalmente esses movimentos se enquadram em três modalidades: (1) levantamento de peso, (2) ginástica e (3) condicionamento metabólico ou cardíaco. Ele permite ao praticante a mais perfeita adaptação fisiológica1 possível, independentemente da idade ou nível físico da pessoa.

Em que consiste o CrossFit?

O CrossFit visa atingir e manter níveis adequados de força, resistência ou mobilidade, para conseguir a participação com sucesso no trabalho, em atividades recreativas e na rotina diária, consistentes com o fenótipo2 e genótipo3 do indivíduo.
O treinamento de CrossFit começa com um aquecimento, depois do qual é feito o treino do dia, que muda de dia para dia, incluindo uma mistura de exercícios funcionais feitos em alta intensidade, durante 5 a 20 minutos. O principal equipamento para a sua prática é o próprio corpo. Geralmente usa-se também técnicas e equipamentos como barras e argolas olímpicas, pesos livres, cordas, caixas, bolas, pneus, argolas, elásticos, correntes entre outros. O CrossFit é um método que tenta promover a camaradagem natural, a competição saudável e a diversão do esporte.
O treino padrão de CrossFit é dividido em quatro etapas:
  1. O aquecimento prepara física e mentalmente os praticantes para o treino, causando um aumento do fluxo sanguíneo para os músculos4, da temperatura corporal, das reações metabólicas e da amplitude de movimentos.
  2. A etapa técnica do treino visa o aprendizado ou aperfeiçoamento das técnicas utilizadas no esporte ou para ser desenvolvido um trabalho específico para ganho de força e/ou potência.
  3. A terceira etapa, de treino de condicionamento metabólico, normalmente consiste na realização de uma sequência, muitas vezes inédita, de um ou mais exercícios realizados com alta intensidade.
  4. A recuperação, última etapa do treino, consiste em um trabalho específico de recuperação muscular e/ou um trabalho de flexibilidade.

Vantagens e desvantagens do CrossFit

O CrossFit visa melhorar as capacidades físicas de resistência cardiovascular e respiratória, resistência muscular, força, flexibilidade, precisão, potência, agilidade, equilíbrio, coordenação motora e velocidade. Baseado em movimentos naturais, funcionais e sempre variados, o CrossFit garante um treino altamente eficiente, tanto mentalmente como esteticamente e para toda a saúde5 em geral.
Dentre os benefícios do CrossFit estão o aumento da força, redução de medidas e do percentual de gordura6, melhora na flexibilidade, melhora na capacidade cardiovascular e respiratória, aumento da explosão e da velocidade, aumento da resistência muscular, melhora no equilíbrio, redução de estresse e definição de tônus muscular7.
O treinamento é altamente eficiente, fortalecendo o corpo por inteiro. É um excelente treino preparatório para atletas, aumentando a energia, reforçando o espírito de equipe e aumentado a autoconfiança. O CrossFit melhora o desempenho em corridas de longa e curta distâncias e previne lesões8, quando praticado com o auxílio de profissionais qualificados.
Na internet podem ser encontradas várias informações que associam o CrossFit a um risco maior de lesões8 e até a uma doença grave chamada rabdomiólise9. No entanto, não existem muitos estudos consolidados na literatura médica que possam confirmar esses dados. Uma pesquisa conhecida como The nature and prevalence of injury during CrossFit training, publicada pelo The Journal of Strength and Conditioning Research, mostra que as lesões8 de ombro e coluna são as mais comuns entre os praticantes do CrossFit, mas não se encontrou nenhum caso de rabdomiólise9 no grupo estudado. São necessárias novas investigações sobre os riscos de possíveis lesões8 associadas a esta prática.

Paracetamol usado durante a gestação pode estar relacionado a problemas de comportamento na infância

Paracetamol usado durante a gestação pode estar relacionado a problemas de comportamento na infância


Para examinar as associações entre problemas comportamentais na prole e (1) o uso materno do acetaminofeno (paracetamol) durante o pré-natal, (2) o uso materno de acetaminofeno no período pós-parto e (3) o uso de acetaminofeno pelo parceiro, foi realizado um estudo conhecido como Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC).
De fevereiro de 2015 a março de 2016, foram coletados e analisados dados do estudo ALSPAC, uma coorte1 prospectiva de nascimentos, incluindo 7.796 mães inscritas nesta pesquisa, entre 1991 e 1992, juntamente com seus filhos e parceiros. O uso de acetaminofeno foi avaliado por preenchimento de questionário na 18ª e 32ª semanas de gravidez2 e quando a criança tinha 61 meses de vida.
Os principais resultados e medidas foram os relatos maternos de problemas comportamentais, utilizando o questionário Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ) quando as crianças tinham 7 anos de idade. Estimou-se as taxas de risco (RR) para problemas comportamentais em crianças após a exposição ao acetaminofeno no pré-natal, no pós-parto e com a exposição do parceiro, e cada associação foi mutuamente ajustada.
O uso materno de paracetamol no pré-natal na 18ª semana (n=4415; 53%) e na 32ª semana de gestação (n=3381; 42%) foi associado a maiores chances de ter problemas de conduta (RR 1,42; IC 95% 1,25-1,62) e sintomas3 de hiperatividade (RR 1,31; IC 95% 1,16-1,49), enquanto o uso materno de acetaminofeno na 32ª semana também foi associado a maiores chances de ter sintomas3 emocionais (RR 1,29; IC 95% 1,09-1,53) e dificuldades totais (RR 1,46; IC 95% 1,21-1,77).".
Este não era o caso do uso materno de paracetamol no pós-parto (n=6916; 89%) ou pelo parceiro (n=3454; 84%). As associações entre o uso materno de paracetamol no pré-natal e todos os domínios do SDQ permaneceram inalterados mesmo após o ajuste para uso materno no pós-natal ou o uso de acetaminofeno pelo parceiro.
As crianças expostas ao acetaminofeno antes do nascimento têm um risco aumentado de múltiplas dificuldades comportamentais e as associações não parecem ser explicadas por fatores comportamentais ou sociais não medidos ligados ao acetaminofeno, já que não são observadas para o uso de acetaminofeno no pós-natal ou o uso pelo parceiro. Embora estes resultados possam ter implicações para a saúde4 pública, mais estudos são necessários para replicar os resultados e compreender os mecanismos possivelmente envolvidos.

Chocolate diário pode proteger contra a resistência à insulina e melhorar os níveis de enzimas hepáticas

Chocolate diário pode proteger contra a resistência à insulina e melhorar os níveis de enzimas hepáticas


Consumo diário de chocolate é inversamente associado com resistência à insulina1 e enzimas hepáticas2, de acordo com uma observação de fatores de risco cardiovasculares realizada em um estudo chamado Luxembourg, publicado pelo periódico British Journal of Nutrition.
Este estudo examinou a associação do consumo de chocolate com resistência à insulina1 e enzimas hepáticas2 no soro3 em uma amostra nacional de adultos de Luxemburgo. Uma amostra aleatória de 1.153 indivíduos, com idades entre 18 e 69 anos, foi recrutada para participar na observação transversal dos fatores de risco cardiovasculares no estudo Luxembourg.
O consumo de chocolate (g/dia) foi obtido a partir de um questionário sobre frequência alimentar semi-quantitativa. Os níveis de glicose4 e de insulina5 no sangue6 foram utilizados para o modelo de avaliação da homeostase da resistência à insulina1 (HOMA-IR7). Os biomarcadores hepáticos no soro3, tais como γ-glutamil-transpeptidase (γ-GT), aspartato transaminase e níveis séricos de alanina-transaminase (ALT) (mg/l) foram avaliados utilizando ensaios de laboratório normalizados (padrão). Os consumidores de chocolate (81,8%) eram propensos a serem mais jovens, fisicamente ativos, pessoas com níveis de educação mais elevados e menos comorbidades8 crônicas.
Após a exclusão de indivíduos que faziam uso de medicamentos antidiabéticos, o maior consumo de chocolate foi associado com menor HOMA-IR7 (β=-0,16, P=0,004), níveis de insulina5 no soro3 (β=-0,16, P=0,003) e γ-GT (β=-0,12, P=0,009) e ALT (β=-0,09, P=0,004), após ajustes para idade, sexo, nível educacional, estilo de vida e fatores dietéticos de confusão, incluindo a ingestão de frutas e vegetais, álcool, café e chá ricos em polifenol.
Este estudo relata uma relação inversa e independente entre o consumo diário de chocolate e os níveis de insulina5, HOMA-IR7 e enzimas do fígado9 em adultos, sugerindo que o consumo de chocolate pode melhorar os níveis de enzimas hepáticas2 e proteger contra a resistência à insulina1, um fator de risco12 bem estabelecido para distúrbios cardiometabólicos.
Mais pesquisas prospectivas observacionais e estudos randomizados controlados bem desenhados são necessários para confirmar esta relação transversal e para compreender o papel e os mecanismos que os diferentes tipos de chocolate podem desempenhar na resistência à insulina1 e nas alterações cardiometabólicas.

NEWS.MED.BR, 2016. Chocolate diário pode proteger contra a resistência à insulina e melhorar os níveis de enzimas hepáticas. Disponível em: . Acesso em: 1 set. 2016.

Ômega-3 pode ajudar na prevenção da retinopatia diabética em indivíduos de meia-idade e idosos com diabetes tipo 2

Ômega-3 pode ajudar na prevenção da retinopatia diabética em indivíduos de meia-idade e idosos com diabetes tipo 2


A retinopatia diabética1 (RD) é uma complicação séria em indivíduos com diabetes mellitus2 tipo 2. A retina3 é rica em ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa ω-3 (LCω3PUFAs), que são substratos para as oxilipinas, com propriedades anti-inflamatórias e anti-angiogênicas. Modelos experimentais reforçam a proteção contra RD com a ingestão de alimentos com LCω3PUFA, mas faltam dados clínicos.
No final de 2015, um estudo prospectivo4 dentro do ensaio clínico randomizado5 Prevención con Dieta Mediterránea (PREDIMED), testando dietas mediterrâneas suplementadas com óleo de oliva extra-virgem ou nozes versus uma dieta controle para a prevenção cardiovascular primária, foi conduzido em centros de cuidados de saúde6 primários na Espanha. De 2003 a 2009, 3.614 indivíduos, com idades entre 55 e 80 anos, com diagnóstico7 prévio de diabetes tipo 28, foram recrutados. Os dados completos estavam disponíveis para 3.482 participantes. Os pacientes precisavam cumprir a recomendação de ingestão dietética de LCω3PUFA de pelo menos 500 mg/dia, para a prevenção cardiovascular primária, tal como avaliado por um questionário de frequência alimentar validado.
O principal resultado foi a RD incidente9 exigindo fotocoagulação a laser, vitrectomia e/ou terapia anti-angiogênica confirmada por um comitê de julgamento externo.
Dos 3.482 participantes, 48% eram homens e a média de idade era de 67 anos. Um total de 2.611 participantes (75%) seguiu a recomendação dietética com LCω3PUFA. Durante um período de acompanhamento médio de 6 anos, foram documentados 69 novos eventos. Após ajustes para idade, sexo, grupo de intervenção, estilo de vida e variáveis clínicas, os participantes que cumpriram a recomendação LCω3PUFA no início do estudo (≥500 mg/dia) em comparação com aqueles que não cumpriram esta recomendação (<500 48="" apresentaram="" class="postTip word_cnt_5562733_15" com="" de="" dia="" mg="" no="" o="" para="" rd="" redu="" relativamente="" risco="" span="" style="font-family: inherit; font-size: inherit;">visão
10, com uma taxa de risco de 0,52 (IC 95%, 0,31-0,88; P=0,001). Esta associação foi ligeiramente mais forte para a ingestão de LCω3PUFA atualizada anualmente (risco relativo, 0,48; IC 95%, 0,28-0,82; P=0,007).As conclusões mostram que indivíduos de meia-idade e idosos com diabetes tipo 28, que ingerem pelo menos 500 mg/dia de LCω3PUFA na dieta, facilmente alcançável com duas porções semanais de peixes oleosos, apresentam diminuição no risco de RD com risco de danos à visão10. Os resultados estão de acordo com os resultados de modelos experimentais e com o atual modelo de patogênese11 da retinopatia diabética1..

JAMA

Qual o impacto dos níveis de hemoglobina e da anemia sobre a mortalidade no AVC agudo?

Qual o impacto dos níveis de hemoglobina e da anemia sobre a mortalidade no AVC agudo?


Uma revisão sistemática e meta-análise sobre o impacto dos níveis de hemoglobina1 e da anemia2 na mortalidade3 por acidente vascular cerebral4 (AVC) foi realizada com o objetivo de avaliar sistematicamente essa associação e quantificar as provas existentes.
O estudo foi publicado pelo periódico Journal of the American Heart Association. Foram analisados registros do UK Regional Registry Data de uma coorte5 de 8.013 pacientes com AVC (média de idade de 77,81 ± 11,83 anos), admitidos por mais de 11 anos consecutivos (janeiro de 2003 a maio de 2015). O impacto dos níveis de hemoglobina1 e da anemia2 sobre a mortalidade3 foi avaliado por valores específicos, por sexo, em diferentes pontos de evolução (7 e 14 dias; 1, 3 e 6 meses; 1 ano), utilizando modelos de regressão múltipla com controle para fatores de confusão.
A anemia2 estava presente em 24,5% da coorte5 na admissão e foi associada à maior chance de mortalidade3 na maioria dos pontos examinados até um ano após o acidente vascular cerebral4. A associação foi menos consistente para homens com acidente vascular cerebral4 hemorrágico6. Níveis elevados de hemoglobina1 também foram associados ao aumento da mortalidade3, principalmente no primeiro mês.
Em seguida, foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados Embase e Medline. Vinte estudos preencheram os critérios de inclusão. Quando combinados à coorte5 do estudo atual, a amostragem populacional tinha 29.943 pacientes com acidente vascular cerebral4. A base de evidência foi quantificada em uma meta-análise. Anemia2 à admissão foi associada a um risco aumentado de mortalidade3 em ambos, acidente vascular cerebral4 isquêmico7 (8 estudos; odds ratio 1,97 [IC 95% 1,57-2,47]) e acidente vascular cerebral4 hemorrágico6 (4 estudos; odds ratio 1,46 [IC 95% 1.23- 1,74]).
Concluiu-se que as fortes evidências sugerem que os pacientes com anemia2 têm um aumento da mortalidade3 no acidente vascular cerebral4. Intervenções podem ser realizadas para esta população de pacientes e podem melhorar os resultados, mas exigem uma avaliação mais aprofundada.


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NEWS.MED.BR, 2016. Qual o impacto dos níveis de hemoglobina e da anemia sobre a mortalidade no AVC agudo?. Disponível em: . Acesso em: 1 set. 2016.

Treinamento funcional - qualquer pessoa pode fazer? Quais os benefícios e possíveis danos para o corpo?


Treinamento funcional - qualquer pessoa pode fazer? Quais os benefícios e possíveis danos para o corpo?

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O que é treinamento funcional?

Treinamento Funcional é um novo conceito de atividade física mais dinâmica que as atividades ou treinos convencionais. Ele visa melhorar a capacidade das diversas funções do indivíduo e tem por objetivo trabalhar diferentes capacidades físicas com a combinação de vários exercícios relacionados à vida diária.
Nas academias, trabalha-se um músculo ou grupo muscular de cada vez, mas no treinamento funcional o foco passa de um grupo muscular isolado para todo o corpo. Os exercícios visam melhorar a força muscular, a flexibilidade, o sistema cardiorrespiratório, a coordenação motora e o equilíbrio. Como nenhuma atividade física é completa por si só, o treinamento funcional deve ser somado às demais modalidades de atividade física presentes nas academias para possibilitar um desenvolvimento corporal mais homogêneo e completo.

Em que consiste o treinamento funcional?

O treinamento funcional busca realizar exercícios à semelhança das situações cotidianas e é direcionado a alguma modalidade específica de atividade. Quase sempre as situações cotidianas requerem o emprego de diversos grupos musculares ao mesmo tempo. O treinamento funcional procura justamente promover ações musculares em conjunto e simultâneas, proporcionando um trabalho corporal mais globalizado e completo.
No treinamento funcional não são usados aparelhos, apenas alguns acessórios e os exercícios apresentam uma complexidade maior que numa academia tradicional. Os exercícios utilizam o peso do próprio corpo para serem realizados. À medida que a pessoa evolui, aumentam-se os desafios, complementando-os com novos acessórios como mini trampolim, bola suíça, plataformas de equilíbrio e outros.
Os exercícios funcionais devem ser aplicados gradativamente e o primeiro ponto forte a ser trabalhado é o centro do corpo. Em resumo, o treinamento funcional consiste na reprodução1 de ações realizadas nos esportes ou nas atividades cotidianas.

Quem pode fazer treinamento funcional?

Em princípio, qualquer pessoa sadia e com idade adequada pode fazer o treinamento funcional, mas pessoas que já praticam esportes ou atividades físicas se adaptam melhor a ele. Antes de se submeter ao Treinamento Funcional, o praticante deve consultar um médico e informar ao instrutor qualquer restrição ou problema de saúde2 que tenha e que possa ser agravado com a prática de exercícios físicos.
Além de fatores como idade e sexo, a prática do treinamento funcional deve obedecer ao histórico de cada praticante. Devido à complexidade envolvida, esse método não é um dos mais indicados para as pessoas previamente sedentárias.

Quais são as vantagens e desvantagens do treinamento funcional?

O Treinamento Funcional implica maior complexidade dos movimentos e envolvimento de várias capacidades físicas. Isso melhora a flexibilidade, o equilíbrio, o condicionamento muscular e cardiorrespiratório, ocasiona emagrecimento, realiza a otimização da coordenação motora, além de aumentar a autoestima. Apesar desses benefícios, esse tipo de treino comporta um risco maior de lesões3, por isso, deve-se contar sempre com a supervisão de um especialista em Educação Física.
ABCMED, 2016. Treinamento funcional - qualquer pessoa pode fazer? Quais os benefícios e possíveis danos para o corpo?. Disponível em: . Acesso em: 1 set. 2016.

CDC: complicações do uso de lentes de contato e danos permanentes aos olhos

CDC: complicações do uso de lentes de contato e danos permanentes aos olhos

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Os profissionais de saúde1 devem comunicar imediatamente os eventos adversos de seus pacientes, decorrentes do uso de lentes de contato, de acordo com as recomendações publicadas pelo relatório Morbidity and Mortality Weekly Report.
Pesquisadores do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) analisaram 1075 casos de ceratite relacionados ao uso de lentes de contato reportados à Food and Drug Administration (FDA) entre 2005 e 2015. No geral, 213 (19,8%) relatos descreveram lesões2 oculares, como cicatriz3 corneana ou redução da acuidade visual4 e, em 47 casos (4,4%), o resultado foi um transplante de córnea5. Cuidados de emergência6/urgência7 foram necessários para 130 pacientes (12,1%) e ocorreram 25 hospitalizações (2,3%).
Embora esses casos não representem a maioria dos 41 milhões de usuários de lentes de contato, nos Estados Unidos, o potencial para ceratite e lesões2 oculares graves é uma preocupação, segundo Jennifer R. Cope, médica epidemiologista da Division of Foodborne, Waterborne, and Environmental Diseases (DFWED) do National Center for Emerging and Zoonotic Infectious Diseases, em Atlanta, Georgia, e seus colaboradores.
Eles observam que a maioria dos 1075 relatórios (86%) vinham de fabricantes e 14% de oftalmologistas ou pacientes. Relatórios imediatos ao MedWatch, o programa de relatórios de eventos adversos do FDA's Safety Information and Adverse Event Reporting, podem ajudar a agência a identificar os riscos relacionados ao uso de lentes de contato.
Os relatos de casos revisados descrevem frequentes consultas a oftalmologistas, administração frequente dos tratamentos prescritos e perda de dias de trabalho ou escola. Eles proporcionam "uma visão8 mais focada no paciente" sobre o impacto da ceratite microbiana, qualitativamente corroborando descobertas anteriores usando grandes bases de dados e demonstrando substancial morbidade9 mesmo entre os pacientes que acabaram por se recuperar, descrevem os pesquisadores.
Os autores relatam que 270 casos (25,1%) envolveram comportamentos potencialmente modificáveis que podem aumentar o risco de infecções10 da córnea5 relacionadas às lentes, tais como dormir com lentes ou usá-las mais tempo do que o recomendado. Pesquisas anteriores mostraram que dormir com as lentes de contato confere risco de seis a oito vezes maior de adquirir uma infecção11.
Entre esses fatores de risco modificáveis, o uso prolongado contabiliza 121 casos (11,3%), o uso por mais tempo do que o recomendado somam 85 casos (7,9%) e dormir ocasionalmente com as lentes contam 75 casos (7,0%). Usar lentes durante a natação foi causa de 10 relatos (0,9%) e armazenar as lentes em água de torneira estava ligado a 9 casos (0,8%).
Segundo os autores do estudo:
  • Atividades de promoção da saúde1 devem se concentrar em informar os usuários de lentes de contato sobre comportamentos comuns que podem colocá-los em risco de contrair uma infecção11 ocular, tais como dormir com as lentes de contato e expô-las à água da torneira, água destilada ou água de fins recreativos.
  • Em 2015, 99% dos usuários de lentes de contato pesquisados em 2014 descreviam pelo menos um comportamento que os colocava em risco de contrair uma infecção11 ocular relacionada ao uso de lentes de contato.
  • Enquanto as pessoas que têm infecções10 oculares graves representam uma pequena porcentagem de todas as pessoas que usam lentes de contato, elas servem como um lembrete para todos os usuários de lentes de contato para tomarem medidas simples para prevenir infecções10.
NEWS.MED.BR, 2016. CDC: complicações do uso de lentes de contato e danos permanentes aos olhos. Disponível em: . Acesso em: 1 set. 2016.

Crianças devem consumir no máximo 25 gramas de açúcar adicionado por dia, segundo nova recomendação da American Heart Association

Crianças devem consumir no máximo 25 gramas de açúcar adicionado por dia, segundo nova recomendação da American Heart Association

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A adoção de um estilo de vida não saudável é uma das principais causas de doenças preveníveis no mundo. Açúcares adicionados aos alimentos contribuem para uma dieta rica em energia, mas pobre em nutrientes, o que leva à obesidade1, às doenças cardiovasculares2, hipertensão arterial3, cânceres relacionados com a obesidade1 e cárie dentária.
Para fazer esta afirmação científica, um grupo de pesquisadores da American Heart Association revisou e classificou a evidência científica atual em estudos que examinaram os efeitos sobre a saúde4 cardiovascular infantil de açúcares adicionados aos alimentos. A literatura disponível foi subdividida em cinco grandes subáreas: efeitos sobre a pressão arterial5, sobre os lipídios, resistência à insulina6 e diabetes mellitus7, doença hepática8 gordurosa não alcoólica e obesidade1.
Associações entre açúcares adicionados e aumento dos fatores de risco para doenças cardiovasculares2 entre as crianças norte-americanas estão presentes em níveis muito abaixo dos níveis atuais de consumo praticado por estas crianças. Fortes evidências sustentam a associação de açúcares adicionados com o aumento do risco de doença cardiovascular em crianças através do aumento da ingestão de calorias12, aumento da adiposidade e dislipidemias.
A comissão de pesquisa descobriu que é razoável recomendar que as crianças consumam ≤25 gramas (100 calorias12 ou aproximadamente seis colheres de chá) de açúcares adicionados por dia e evitem açúcares adicionados para crianças menores de 2 anos de idade. Apesar dos açúcares adicionados provavelmente poderem ser consumidos com segurança em baixas quantidades, como parte de uma dieta saudável, poucas crianças atingem tais níveis, tornando este um alvo importante para a saúde4 pública.

Fonte: Circulation, volume 134, número 8, de 23 de agosto de 2016
NEWS.MED.BR, 2016. Crianças devem consumir no máximo 25 gramas de açúcar adicionado por dia, segundo nova recomendação da American Heart Association. Disponível em: . Acesso em: 1 set. 2016.

IARC identifica oito locais de câncer adicionais ligados ao excesso de peso e obesidade

IARC identifica oito locais de câncer adicionais ligados ao excesso de peso e obesidade

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Nova avaliação efetuada por um grupo de 21 peritos internacionais independentes, convocados pela Agência Internacional de Investigação do Câncer1 (IARC), concluiu que o excesso de peso e a obesidade2 são fatores de risco para mais locais de câncer1 do que previamente estabelecido. Com base em uma revisão sistemática da literatura científica publicada, o Grupo de Trabalho forneceu a última avaliação dos efeitos da ação preventiva de ausência de excesso de gordura3 corporal. Um resumo dos resultados foi publicado hoje no The New England Journal of Medicine.
O grupo avaliou mais de 1000 estudos, incluindo ensaios de intervenção, estudos de coorte4 e caso-controle, estudos em animais experimentais e estudos sobre os mecanismos que ligam o excesso de gordura3 corporal e câncer1.
"Esta avaliação abrangente reforça os benefícios de manter um peso corporal saudável, a fim de reduzir o risco de vários tipos de câncer1", diz a Dra. Béatrice Lauby-Secretan, principal autora do novo artigo.
Os peritos confirmaram a avaliação prévia dos IARC Handbooks (Volume 6, publicado em 2002) de que a ausência de excesso de gordura3 corporal reduz o risco de câncer1 de cólon5 e reto6, esôfago7 (adenocarcinoma8), rim9 (carcinoma10 de células11 renais), de mama12 em mulheres na pós-menopausa13 e no endométrio14 (útero15).
Além disso, a revisão da literatura disponível para adultos de meia-idade mostrou que há provas suficientes em humanos de que a ausência de excesso de gordura3 corporal reduz o risco de câncer1 gástrico da cárdia, fígado16, vesícula17, pâncreas18, ovário19 e tireoide20, meningioma (um tipo de tumor21 cerebral) e mieloma22 múltiplo.
Existe também evidência limitada de que a ausência do excesso de gordura3 corporal reduz o risco de câncer1 da próstata23, câncer1 de mama12 em homens e linfoma24 difuso de grandes células11 B
O Grupo de Trabalho também analisou dados relativos à gordura3 corporal em crianças, adolescentes e adultos jovens (com idade até 25 anos) para avaliar se a obesidade2 em períodos anteriores da vida está ligada ao câncer1 na vida adulta. Em vários locais de câncer1, incluindo o cólon5 e o fígado16, foram observadas associações entre excesso de peso e cânceres que foram semelhantes aos relatados em adultos.
Está bem estabelecido que o excesso de peso em animais experimentais aumenta a incidência27 de vários tipos de câncer1. Estudos em animais com excesso de peso mostraram que a restrição calórica na dieta reduz o risco de cânceres da glândula28 mamária, cólon5, fígado16, pâncreas18, pele29 e glândula28 pituitária.
A gordura3 corporal é avaliada principalmente pelo índice de massa corporal30 (IMC31), definido como o peso de uma pessoa em quilos dividido pelo quadrado da sua altura em metros (kg/m²). Em adultos, o sobrepeso32 é definido como IMC31 ≥ 25 kg/m² e obesidade2 como IMC31 ≥ 30 kg/m². Em todo o mundo, estima-se que 640 milhões de adultos eram obesos em 2014 (um aumento de seis vezes desde 1975) e 110 milhões de crianças e adolescentes eram obesos em 2013 (um aumento de duas vezes desde 1980). A prevalência33 estimada de obesidade2 em 2014 por idade-padrão foi de 10,8% nos homens, 14,9% em mulheres e 5% em crianças, e globalmente mais pessoas estão com sobrepeso32 ou obesas do que estão abaixo do peso.
Em 2013, um número estimado de 4,5 milhões de mortes no mundo foi atribuído ao sobrepeso32 e à obesidade2. A identificação de novos locais de câncer1 relacionados à obesidade2 irá aumentar o número de mortes em todo o mundo atribuível à obesidade2.
"A nova evidência enfatiza o quanto é importante encontrar formas eficazes, a nível individual e social, de implementar as recomendações da Organização Mundial de Saúde34 para melhorar os padrões dietético e de atividade física ao longo da vida, uma vez que o câncer1 e outras doenças não transmissíveis podem ser combatidas ", segundo o Dr. Christopher Wild, diretor da IARC.
Estas avaliações serão publicadas como IARC Handbooks of Cancer1 Prevention Volume 16.

Wednesday, November 18, 2015

Controle intensivo versus controle padrão da pressão arterial: quais são os resultados obtidos?

http://www.news.med.br/p/medical-journal/810929/controle+intensivo+versus+controle+padrao+da+pressao+arterial+quais+sao+os+resultados+obtidos.htm

Exercício aeróbico é melhor do que exercícios de resistência para reduzir gordura no fígado e gordura visceral

http://www.news.med.br/p/medical-journal/811124/exercicio+aerobico+e+melhor+do+que+exercicios+de+resistencia+para+reduzir+gordura+no+figado+e+gordura+visceral.htm

Selênio baixo pode estar associado ao aumento da prevalência de doenças na tireoide

http://www.news.med.br/p/medical-journal/811499/selenio+baixo+pode+estar+associado+ao+aumento+da+prevalencia+de+doencas+na+tireoide.htm

Intestino: O "Segundo Cérebro" e sua Influência na Saúde e Bem-Estar

  Intestino: O "Segundo Cérebro" e sua Influência na Saúde e Bem-Estar O intestino, frequentemente chamado de "segundo cérebr...