Wednesday, May 18, 2011

Hipertensão arterial - aspectos nutricionais

Nutricionista Cyntia Carla da Silva
Nutricionista clínica do Hospital do Coração
Coordenadora de Nutrição Assistencial do Hcor
Hipertensão e suas conseqüências:

A hipertensão arterial popularmente conhecida como "pressão alta" é uma doença que atinge uma grande parcela da população do Brasil e mundo. É um dos fatores que aumentam o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) e outras doenças cardiovasculares.

Além da hipertensão, outros fatores de risco devem ser observados, dentre eles: dislipidemias (aumento das gorduras no sangue), tabagismo, consumo de álcool, hábitos alimentares inadequados, obesidade, diabetes, sedentarismo e stress. Quanto mais fatores de riscos associados maiores são as chances de problemas como infarto e derrame.

Um dos problemas para o diagnóstico da hipertensão arterial se deve ao fato de que em muitos casos não existem sintomas aparentes. Muitas pessoas convivem com a doença por um longo tempo antes de descobrirem que são hipertensos. Dentre os sintomas que podem ser observados quando a pressão atinge valores muito elevados, ou quando há um pico súbito devido a causas diversas, temos a cefaléia, que geralmente é pulsátil, sensação de calor, dispnéia, opressão no peito, e em casos graves, alterações da consciência e crises convulsivas.

Uma vez estabelecido o diagnostico de hipertensão e afastado causas secundárias que podem cursar com elevação da pressão, como doenças renais e endocrinológicas, é importante aprender a conviver com ela. Isso porque a hipertensão primária ou essencial é causada por fatores genéticos, não havendo cura, mas podendo ser controlada através de alimentação adequada, medicações específicas e mudanças no estilo de vida.

O papel da alimentação na prevenção e controle da hipertensão arterial:

O sódio é um sal mineral que está presente naturalmente em alguns alimentos e é o principal componente do sal de cozinha e de uma série de outros conservantes. Há muito tempo o sódio tem sido considerado importante fator no desenvolvimento e na intensidade da hipertensão arterial.

A evolução da espécie humana, e conseqüentemente a modificação dos hábitos alimentares e as formas de conservação e preparo de alimentos, tiveram um papel importante no aparecimento da hipertensão ao longo destes milhares de anos. Desde os nossos antepassados pré-históricos até hoje, o consumo de sal vem aumentando progressivamente. O primeiro aumento significativo do consumo de sal na alimentação humana ocorreu com o advento da agricultura e a conseqüente necessidade de conservação dos alimentos que eram produzidos em grande escala. Os chineses descobriram há cerca de 4.000 anos que o sal era capaz de conservar os alimentos. Desde então, até os dias atuais o sal é um dos aditivos de conservação mais abundantes nos alimentos processados.

O consumo médio de sal da população gira em torno de 10 a 12 gramas/dia. Este consumo refere-se ao sódio natural dos alimentos, ao sal adicionado durante o preparo e do consumo de alimentos processados que apresentam sódio. O consumo total de sódio pode ser considerado proveniente de três maneiras: 75% de alimentos processados, 10% de sódio do próprio alimento 15% de sal de adição. A recomendação do consumo de sal para as pessoas hipertensas é de 6 gramas de sal por dia, já incluindo o sal natural dos alimentos.

Diminuindo o consumo de sódio:

Para que as recomendações de redução do sal na alimentação sejam cumpridas é necessário selecionar com atenção os alimentos e prepará-los de forma adequada. Algumas atitudes simples podem reduzir de forma significativa o sal da dieta, siga estas recomendações:

"Não adicione sal aos alimentos que já estão preparados, nada de deixar o saleiro à mesa

"Cozinhe e prepare os alimentos com a quantidade mínima

Caminhar diariamente por 30 minutos reduz risco cardíaco em até 30%

Atividade Física


Caminhar diariamente por 30 minutos reduz risco cardíaco em até 30%

Bem Estar desta 3ª (26) recebeu médicos Roberto Kalil e Nabil Ghorayeb.
Segundo eles, falta de ar, indisposição e tontura podem ser sinal de alerta.



Para se movimentar não é preciso frequentar a academia, ser sócio de clube ou ir à praia. Caminhar com regularidade é uma forma simples e grátis de evitar doenças cardíacas.

Mais importante que ter treinamento, é a frequência: de 5 a 7 dias por semana, durante 30 minutos. Com isso, o risco de ataque do coração cai mais de 30%. Idosos com mais de 75 anos que caminham sempre têm até 45% menos chances de infarto.

O Bem Estar desta terça-feira (26) recebeu os cardiologistas Roberto Kalil e Nabil Ghorayeb, que destacaram os benefícios e as indicações desse exercício, que oxigena o sangue e diminui o colesterol ruim (LDL). Segundo os médicos, sentir falta de ar, indisposição ou tontura durante a atividade pode ser um sinal de alerta.

Por ano, 315 mil brasileiros morreram por doenças do aparelho circulatório - mais da metade delas por hipertensão. Os médicos destacaram o que ocorre com os vasos sanguíneos e a pressão de uma pessoa sedentária. A prática esportiva limpa o organismo e deixa o sangue fluir.

Na reportagem de Filippo Mancuso, as pessoas ouviam música durante o exercício. Quem está começando pode fazer no ritmo de 60 passos por minuto.

Os mais preparados podem acelerar a cem por minuto, ao som de Ivete Sangalo ("Berimbau Metalizado", com 90 batidas por minuto), Bruno Mars ("Billionaire", com 90) ou Justin Bieber ("Baby", com 130).


Veja outras opções:

- "Meteoro", de Luan Santana - 135 batidas por minuto

- "Voa Beija Flor", de Jorge e Mateus - 103 batidas por minuto

- "Amo Noite e Dia", de Jorge e Mateus - 133 batidas por minuto

- "Sitting, Waitting, Wishing", de Jack Johnson - 105 batidas por minuto

Ao lado do cinegrafista Willy Murara, o apresentador Fernando Rocha foi andando da TV Globo para casa, em um trajeto de 10 quilômetros, 2 horas e meia de caminhada.


Ele usou um podômetro, aparelho que mede quantos passos um indivíduo dá ao caminhar, e somou 13.746 passos ao final. Com a atividade, foram gastas 728 calorias.

Dos 10 mil passos que uma pessoa deve dar por dia para ser considerada ativa, pelo menos 3 mil precisam ser de forma contínua, no mesmo ritmo. Quem corre mais de 10 km por dia faz parte do grupo que mais precisa de avaliação clínica.

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Cafeína age de forma oposta em homens e mulheres sob estresse

02/02/2011 - 18h41
Cafeína age de forma oposta em homens e mulheres sob estresse

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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Bristol descobriu que beber café com cafeína aumenta a performance de uma mulher em situações de estresse, mas tem efeito oposto sobre os homens.

Eles se tornam menos confiantes e demoram mais tempo para concluir tarefas depois de tomar diversas xícaras de café.

A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph" na terça-feira (1º).

Os resultados, publicados no "Journal of Applied Social Psychology", sugerem que a bebida pode ter efeitos radicalmente diferentes em ambos os sexos, em situações de alta pressão.

Segundo a Associação Britânica do Café, os consumidores do Reino Unido bebem cerca de 70 milhões de xícaras de café por dia.

Alguns dos benefícios de saúde potenciais incluem proteção contra diabetes, doença de Alzheimer, lesões hepáticas e até mesmo gota.

A cafeína presente no café é um conhecido estimulante que age no cérebro e pode combater a sonolência e a fadiga.

Mas os pesquisadores queriam examinar o que o café faz com o corpo quando ele já está sob estresse, especialmente quando grandes quantidades são consumidas em reuniões de alta pressão.

Eles recrutaram 64 homens e mulheres e os separaram em pares do mesmo sexo. A cada par foi entregue uma série de tarefas para ser concluída, como realizar negociações, completar quebra-cabeças e resolver testes de memória.

Para aumentar o estresse, os pares também foram informados de que teriam que fazer uma apresentação pública relacionada às suas tarefas.

Em seguida, os investigadores deram café com cafeína ou descafeinado aos pares e os monitoraram durante todo o experimento.

Eles descobriram que a capacidade de um bom desempenho para lidar com situações de estresse entre os homens que tinham bebido café com cafeína foi "muito prejudicada".

Por exemplo, eles demoraram uma média de 20 segundos a mais para completar os quebra-cabeças do que aqueles que tomaram café descafeinado.

Por outro lado, as mulheres que tomaram cafeína completaram o exercício 100 segundos mais rápido.

Os peritos acreditam que a chave para os efeitos do café sobre os sexos está na forma como homens e mulheres respondem de forma diferente ao estresse.

Os homens estão sujeitos a "lutar ou fugir", enquanto as mulheres estão mais inclinadas a trabalhar juntos para resolver o problema que enfrentam.

Estresse atinge mulheres que têm depressão, diz pesquisa

23/03/2011 - 15h05
Estresse atinge mulheres que têm depressão, diz pesquisa

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DE SÃO PAULO

Mulheres com depressão têm também estresse, segundo estudo inédito que será apresentado no 4º Congresso Internacional de Estresse.

O evento acontecerá entre os dias 31 de março e 2 de abril em Campinas, interior de São Paulo.

É organizado pelo Instituto Psicológico de Controle do Stress (IPCS) e pela Associação Brasileira de Stress.

A pesquisa foi feita pelo IPCS, com 31 mulheres entre 45 e 74 anos diagnosticadas anteriormente com doenças cardiovasculares.

Elas receberam avaliações para depressão e estresse e fizeram exames laboratoriais. Verificou-se que todas as mulheres que tinham depressão também apresentavam sintomas de estresse.

Segundo o estudo, a relação entre os dois problemas é bidirecional, ou seja, eventos estressantes podem causar depressão e transtornos de humor gerar estresse.

Após tratamento psicológico para controle do estresse, 64,5% das mulheres que tinham os dois problemas mostraram uma melhora significativa na depressão.

Excesso de peso aumenta risco de desenvolver demência

03/05/2011 - 12h27
Excesso de peso aumenta risco de desenvolver demência

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DA EFE

As pessoas de meia-idade com excesso de peso, mas que não são obesas, têm 71% mais chances de desenvolver demência que as que estão no peso ideal, revela um estudo publicado na revista "Neurology".

A pesquisa, realizada por especialistas do Instituto Karolinska de Estocolmo, analisou 8.534 gêmeos suecos e descobriu que o excesso de peso pode ser um fator de risco.

Outros estudos já publicados indicavam que poderia haver um vínculo entre obesidade e demência, mas este é o primeiro que trata da relação do problema com o excesso de peso.

As pessoas de meia-idade com IMC (índice de massa corporal) maior que 30, consideradas obesas, têm 288% mais de chances de desenvolver demência que aquelas com um IMC de entre 20 e 25.

No entanto, as pessoas com excesso de peso --com IMC entre 25 e 30-- têm 71% mais chances de desenvolver demência, segundo o estudo.

O pesquisador Weili Xu disse à "BBC" que esta pesquisa revela que "estar com excesso de peso também aumenta o risco de desenvolver demência mais adiante".

"O risco não é tão considerável quanto quando se é obeso, mas tem uma importância para a saúde pública pelo grande número de pessoas no mundo todo que estão com excesso de peso", acrescentou. De acordo com a pesquisa, no mundo há 1,6 bilhão de adultos com excesso de peso.

Atividade física durante a infância previne depressão na fase adulta

04/05/2011 - 02h40
Atividade física durante a infância previne depressão na fase adulta

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DA EFE

A atividade física durante a infância pode prevenir a depressão na fase adulta, segundo um estudo de cientistas australianos divulgado nesta quarta-feira.

Os pesquisadores da Universidade Deakin, no sudeste do país, descobriram que as pessoas que praticam poucas atividades físicas durante a infância são 35% mais propensas a sofrer de depressão que as que realizaram atividade física regularmente quando crianças.

A cientista australiana Felice Jacka ressaltou que a atividade física pode contribuir para o desenvolvimento de células cerebrais durante a infância e também para enfrentar melhor situações de estresse.

Além disso, uma pessoa que não pratica muitos exercícios tem pouco apoio social, o que pode levá-la a ter maior chance de sofrer de depressão ao longo de sua vida, acrescentou Felice.

Os pesquisadores da Universidade de Deakin, no estado de Victoria, analisaram os níveis de atividade física de 1.225 homens e mulheres com menos de 15 anos e sua relação com a tendência à depressão, segundo o portal australiano de notícias científicas "Science Alert".

Cientistas descobrem relação entre depressão e DNA

16/05/2011 - 15h48
Cientistas descobrem relação entre depressão e DNA

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DA REUTERS

Cientistas afirmam ter descoberto a primeira evidência concreta de que variações genéticas em algumas pessoas podem causar depressão.

Em uma ocorrência rara na pesquisa genética, a descoberta de uma equipe internacional liderada por britânicos, de uma região do DNA ligada à depressão, foi replicada por outra equipe dos Estados Unidos que estava estudando um grupo distinto de pessoas.

"O que é notável é que ambos os grupos encontraram exatamente na mesma região em dois estudos separados", disse Pamela Madden, que dirigiu a equipe dos EUA na Universidade de Washington.

Os pesquisadores disseram esperar que as conclusões ajudem os cientistas a desenvolver tratamentos mais eficazes para pacientes com depressão, já que os medicamentos disponíveis funcionam somente em cerca de metade dos pacientes.

"Essas descobertas vão nos ajudar a rastrear os genes específicos que são alterados com doença", disse Gerome Breen, do Instituto do King's College de Psiquiatria de Londres, que liderou o grupo de pesquisa.

Os pesquisadores acreditam que há muitos genes envolvidos na depressão.

Os resultados não devem beneficiar os pacientes de imediato. Novos medicamentos desenvolvidos a partir deles provavelmente levarão entre dez a 15 anos. No entanto, eles vão ajudar os cientistas a entender o que pode estar acontecendo nos níveis molecular e genético em pessoas com depressão.

O primeiro estudo analisou mais de 800 famílias com depressão recorrente, enquanto o segundo examinou a doença e tabagismo em uma série de famílias da Austrália e da Finlândia.

Ambos os estudos foram publicados no "American Journal of Psychiatry" e as duas equipes relataram uma forte ligação entre depressão e variações genéticas em uma região denominada cromossomo 3p25-26.

"Normalmente, em estudos genéticos da depressão, a replicação dos resultados é muito difícil e muitas vezes leva anos para surgir, se alguma vez", disse Breen, que deu uma conferência em Londres sobre o trabalho.

A depressão afeta cerca de 20% das pessoas em algum momento de suas vidas. Depressão grave e recorrente afeta até 4% das pessoas e é notoriamente difícil de tratar.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) previu que a depressão vai disputar com a doença cardíaca o posto do transtorno de saúde que mais afeta as pessoas no mundo até 2020.

"Estamos apenas começando a fazer o nosso caminho através do labirinto de influências sobre a depressão e este é um passo importante para a compreensão do que pode estar acontecendo nos níveis genético e molecular", disse Michele Pergadia, que trabalhou no estudo da Universidade de Washington.

A equipe de Breen está realizando estudos de sequenciamento genético detalhados em 40 das famílias envolvidas na primeira pesquisa para tentar encontrar genes específicos e variações que mostram a ligação.

Ansiedade é o pior de todos os males psicológicos, diz especialista

17/05/2011 - 15h18
Ansiedade é o pior de todos os males psicológicos, diz especialista
HELOÍSA NORONHA
Colaboração para o UOL

Comentários [7]

Ansiedade pode causar doenças sérias como gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão e cefaleia

Ansiedade pode causar doenças sérias como gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão e cefaleia

Descubra como equilibrar carreira e vida pessoal; faça o teste

Aflição, agonia, impaciência, inquietação. Esses são alguns sinais da ansiedade, sentimento capaz de prejudicar a qualidade de vida, autoestima e saúde do ser humano.

Aprender a lidar com ela é fundamental para garantir uma vida saudável. E para isso, é preciso entender os seus mecanismos.

“A ansiedade é uma excitação do sistema nervoso central, que acelera o funcionamento do corpo e da mente. Quando estamos ansiosos, liberamos o neurotransmissor noradrenalina, que provoca toda essa excitação. É um processo que pode ser tanto hereditário como adquirido através das experiências que temos nos ambientes mais hostis. A ansiedade está intimamente vinculada à forma como interpretamos as situações da vida”, explica a psicóloga Sâmia Aguiar Brandão Simurro, de São Paulo (SP), que é vice-presidente de Projetos e Expansão da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

Para o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami e em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia, a ansiedade é o pior de todos os males psicológicos. “Ela é o gatilho para desencadear outros transtornos. Dentro do ponto de vista psicológico, podemos definir ansiedade como um estado mental praticamente subjetivo carregado de apreensão e recheado de incertezas”, diz.

Por causa dos múltiplos papéis que desempenham e devido às variações hormonais, algumas mulheres sofrem mais com a ansiedade e o estresse. Porém, os homens não estão imunes a esse mal. Questões profissionais e financeiras também podem desencadear a sensação de angústia e impaciência no sexo masculino.

Sentimento que pode causar doenças
Se não for controlada, a ansiedade pode causar o surgimento de enfermidades psicossomáticas, ou seja, doenças que afetam a saúde física e mental. Gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão, cefaleia e alergias são alguns exemplos de doenças causadas pela ansiedade. Ela também é responsável pelo surgimento de doenças psiconeurológicas e psicooncológicas.

O psiquiatra italiano Leonard Vereaque explica que isso acontece, pois as pessoas não conseguem eliminar de forma natural a tensão gerada pela ansiedade. “A mente cria válvulas artificiais para dar vazão a essa energia negativa. A partir daí, a pessoa começa a usar o próprio organismo como válvula de descarga”, afirma.

Qualquer um sofre, em maior ou menor grau, de ansiedade. Mas o transtorno merece atenção redobrada quando passa a prejudicar os relacionamentos conjugais, profissionais, acadêmicos e até mesmo sexuais.

“Quando a ansiedade ultrapassa o limite e a pessoa não consegue mais realizar suas tarefas diárias sem sofrimento, é hora de buscar ajuda especializada e dar início a um tratamento”, explica a psicóloga Sâmia Simurro.

“Ter força de vontade e entender que essa ansiedade descontrolada não é normal são requisitos básicos para o processo de cura inicial”, afirma o psicólogo Alexandre Bez. “Procurar ajuda psicológica é fundamental para retomar a rotina. Curar-se sozinho é praticamente impossível”, alerta. De acordo com Bez, em casos extremos e dependendo do perfil do paciente é necessária a prescrição de medicamentos.

Apesar dos males causados pela ansiedade, a psicóloga Sâmia Simurro alerta que, na dose certa, esse sentimento pode ser positivo. “Precisamos de desafios para nos desenvolver. É preciso aprender a viver com níveis de ansiedade suficientes para atingir o nível mais alto do nosso potencial. É claro que ansiedade demais torna a vida das pessoas um caos, porém, nenhuma ansiedade nos leva à estagnação”, conclui.

Monday, October 04, 2010

Chocolate meio-amargo reduz pressão, diz estudo.

Prevenção


Chocolate meio-amargo reduz pressão, diz estudo.


Cientistas alemães sugeriram que um pouco de chocolate meio-amargo por dia pode ajudar a controlar a pressão sangüínea e reduzir os riscos de ataques cardíacos.

Em um artigo publicado no Journal of American Medicine (JAMA), eles descreveram uma pesquisa feita com 44 pessoas que apresentavam problemas de pressão alta.

As pessoas foram divididas em dois grupos: o primeiro teve direito a comer 6 g diárias de chocolate meio-amargo; o segundo, a mesma quantidade de chocolate branco.

Depois de 18 semanas, os pesquisadores observaram que a pressão sangüínea dos primeiros caiu levemente, enquanto entre os segundos nenhuma mudança foi verificada.

Mas a Fundação Britânica para o Coração alertou que o chocolate é "um prazer, e não um tratamento".


Benefícios

A sugestão de que o cacau traz benefícios à saúde não é nova, e pesquisas anteriores haviam sugerido que o alimento poderia inclusive reduzir a pressão sangüínea.

A razão seria a presença dos chamados polifenóis, presentes no chocolate meio-amargo, mas não no branco utilizado na experiência.

No entanto, até então se pensava que os benefícios só viriam com a ingestão de grandes quantidades de chocolate, que seriam anulados pelos efeitos do alto consumo de açúcar e gordura.

Mas os pesquisadores do Hospital Universitário de Colônia disseram que os benefícios poderiam ser alcançados com a ingestão de uma quantidade equivalente a apenas 30 calorias.

Nenhuma das pessoas que comeram chocolate meio-amargo registrou mudanças no peso ou nos níveis de glicose e lipídios.

Em compensação, registraram uma redução na pressão sangüínea que os pesquisadores classificaram de "pequena, mas notável".


Exageros

No artigo, eles disseram que é mais fácil convencer pessoas com problemas de pressão a consumir uma quantidade pequena de chocolate por dia que pedir "mudanças de comportamento complexas".

Mas a nutricionista da Fundação Britânica do Coração, Sara Stanner, alertou para o risco de tal estratégia levar pacientes cardíacos a exagerar no consumo de chocolate.

"Frutas e vegetais também provêm uma série de polifenóis, assim como vitaminas e minerais importantes", ela disse.

"Comer cinco ou mais porções de frutas e vegetais por dia é portanto a melhor maneira de proteger o coração - e não é preciso se preocupar com os exageros."




Fonte: O Globo - http://oglobo.globo.com/

04/07/2007

Obesidade abdominal e síndrome metabólica

Obesidade abdominal e síndrome metabólica



Dr. Ricardo Pavanello


O acúmulo predominante de células gordurosas na região abdominal leva a um aumento de risco de doença cardiovascular e morte prematura. As principais alterações metabólicas associadas com obesidade abdominal são as dislipidemias e a resistência à insulina. Nos últimos anos, os estudos clínicos deixaram claro que o tipo de distribuição de gordura corporal pode ajudar a estratificar o risco cardiovascular.

Na década de 40 o risco era mais associado com a obesidade "andróide" (obesidade abdominal ou corpo em "forma de maçã") do que com a obesidade "ginóide" (obesidade corporal mais baixa ou corpo "em forma de pêra"). Atualmente, sabe-se que há uma relação entre o risco cardiovascular e o volume de gordura intra-abdominal (dentro da cavidade abdominal, ao redor dos órgãos). Podemos quantificá-la através de exames sofisticados como a ressonância magnética ou de uma maneira bem simples: a medida da circunferência da cintura, que não deve ultrapassar 102cm nos homens e 88 cm nas mulheres, conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A Síndrome Metabólica (SM) é um conjunto de fatores de risco que associados elevam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes além de aumentar a mortalidade geral em cerca de 1,5 vezes e a cardiovascular em cerca de 2,5 vezes. Nos Estados Unidos estima-se que 24% da população adulta seja portadora da SM e que aproximadamente 50 a 60% dos americanos com mais de cinqüenta anos também fazem parte dessa preocupante população de alto risco cardiovascular.

No Brasil, o Estudo do Rio de Janeiro, iniciado em 1983, avaliou a pressão arterial em mais de 7 mil jovens e seus familiares, analisando seus fatores de risco cardiovascular. Os resultados deste estudo mostraram uma relação direta entre a pressão arterial e o peso corporal dos jovens e seus familiares. Segundo dados do IBGE, houve uma evolução no perfil antropométrico-nutricional de toda a população brasileira, incluindo crianças e adolescentes entre 1974-1975 e 2002-2003. Alguns fatores contribuem para o aparecimento da SM: os genéticos, o excesso de peso (especialmente na região abdominal) e a vida sedentária. Os fatores de risco são os seguintes: acúmulo de gordura abdominal; HDL colesterol inferior a 40mg/dl em homens e 50mg/dl nas mulheres; níveis de triglicerídeos maiores que 149mg/dl; pressão arterial maior que 134/84mmHg e finalmente glicemia elevada, 110mg/dl ou superior. Quando três ou mais fatores de risco estão presentes estamos diante da síndrome metabólica.

Segundo as pesquisas, um em cada cinco adultos nos Estados Unidos tem a SM, que ocorre com mais freqüência entre os africanos, hispânicos e asiáticos e aumenta com o envelhecimento e mais ainda se o paciente tem uma vida sedentária. A maioria não tem sintomas, entretanto, correm o risco de desenvolver doenças graves, como o infarto do miocárdio e o diabetes.

Está comprovado que exercício físico e dieta são considerados terapia de primeira escolha levando a redução expressiva da circunferência abdominal e da gordura visceral, podendo ainda melhorar a sensibilidade à insulina, reduzindo os níveis de glicose. Simultaneamente há redução da pressão arterial e nos níveis de triglicérides, bem como aumento do HDL-colesterol. Há recomendações em relação ao plano alimentar como reduzir a ingestão de calorias sob a forma de gorduras e mudar o consumo de gorduras saturadas para gorduras insaturadas assim como reduzir o consumo de gorduras trans (hidrogenada) e aumentar a ingestão de frutas, hortaliças, leguminosas e cereais integrais, diminuindo a ingestão de açúcar e sal, consumidos habitualmente em excesso.

A boa notícia é que não só os pesquisadores e médicos estão atentos à presença dos fatores de risco, mas também as nutricionistas e os profissionais do esporte, facilitando a identificação do problema, podendo-se evitar o aparecimento de futuras doenças cardíacas e suas complicações.


Fonte: http://www.nutricaoclinica.com.br

02/03/2010

Aspectos atuais na nutrição do diabético

Aspectos atuais na nutrição do diabético



Jornalista Fabiana Fontainha
Burson Masteller

Dr. Daniel Magnoni
Coordenador do Comitê do Selo de Aprovação SBC

Dados do Ministério da Saúde revelam que o Diabetes Mellitus atinge 11% das pessoas com mais de 40 anos no Brasil, correspondendo a 11 milhões de pacientes. Segundo a Federal Internacional do Diabetes, são mais de 151 milhões de diabéticos no mundo todo.

As atuais recomendações médicas nacionais e internacionais, como da Sociedade Americana de Diabetes, reforçam a necessidade da dieta equilibrada para alcançar e manter níveis normais de glicose no sangue, pressão sanguínea e índices adequados de lipídios e proteínas. Esses são fatores que contribuem para a prevenção e redução das complicações da patologia.

Determinados alimentos possuem nutrientes favoráveis à saúde do paciente com diabetes. As leguminosas como a soja, por exemplo, possuem proteínas vegetais e são boas fontes de fibras para o controle da glicemia. As hortaliças verdes e amarelas possuem vitaminas e carotenóides que combatem os radicais livres, já os vegetais e frutas vermelhas possuem licopeno (um tipo de carotenóide com ação antioxidante). Outras frutas possuem fibras solúveis, vitamina C e potássio. Leites, iogurtes e derivados são alimentos protéicos e fontes de cálcio. Carnes e ovos são fontes de proteínas e ferro. Para prevenir doenças coronarianas, o consumo de gorduras e carboidratos são permitidos de forma equilibrada. Algumas linhas terapêuticas sugerem o controle da quantidade diária de carboidratos, outras a avaliação do índice glicêmico dos alimentos, mas o primeiro passo é a adoção de uma dieta balanceada.

Determinados alimentos possuem nutrientes favoráveis à saúde do paciente com diabetes. As leguminosas como a soja, por exemplo, possuem proteínas vegetais e são boas fontes de fibras para o controle da glicemia. As hortaliças verdes e amarelas possuem vitaminas e carotenóides que combatem os radicais livres, já os vegetais e frutas vermelhas possuem licopeno (um tipo de carotenóide com ação antioxidante). Outras frutas possuem fibras solúveis, vitamina C e potássio. Leites, iogurtes e derivados são alimentos protéicos e fontes de cálcio. Carnes e ovos são fontes de proteínas e ferro. Para prevenir doenças coronarianas, o consumo de gorduras e carboidratos são permitidos de forma equilibrada. Algumas linhas terapêuticas sugerem o controle da quantidade diária de carboidratos, outras a avaliação do índice glicêmico dos alimentos, mas o primeiro passo é a adoção de uma dieta balanceada.

Suplementos orais

Existem suplementos formulados especialmente para os diabéticos. Eles melhoram o controle da glicemia e diminuem o risco de complicações desencadeadas pela doença.

Os principais componentes desses suplementos são: caseinato de cálcio, proteína isolada de soja, os lipídios monoinsaturados e as fibras solúveis. Pesquisas mostram que estes nutrientes auxiliam na diminuição do colesterol sérico e na redução da resistência à insulina. Desta forma, melhoram o controle glicêmico, promovem saciedade, nutrição adequada e reduzem o risco de doenças cardiovasculares.

O suplemento oral ajuda a suprir as necessidades das pessoas que têm dificuldade de manter a dieta balanceada. É o melhor lanche para ser consumido entre as refeições.

"Dez passos para uma alimentação saudável"

1.Estabeleça horários para as refeições com 5 a 6 refeições/dia
2.Consuma variados tipos de legumes, verduras e frutas
3.Escolha alimentos ricos em fibras
4.Evite alimentos ricos em açúcares como doces, refrigerantes, chocolates e outras guloseimas
5.Consuma pouco sal
6.Diminua o consumo de gorduras como manteiga, margarina e frituras
7.Evite fumar e consumir bebidas alcoólicas
8.Beba água
9.Mantenha o peso saudável
10.Tenha uma alimentação saudável e faça atividade física moderada e regularmente

Fonte: Cartilha do Ministério da Saúde para a "Política Nacional de Atenção Integral à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus"



Fonte: http://www.nutricaoclinica.com.br

02/03/2010

Hipertensão arterial - aspectos nutricionais 2

Hipertensão arterial - aspectos nutricionais


Nutricionista Cyntia Carla da Silva
Nutricionista clínica do Hospital do Coração
Coordenadora de Nutrição Assistencial do Hcor
Hipertensão e suas conseqüências:

A hipertensão arterial popularmente conhecida como "pressão alta" é uma doença que atinge uma grande parcela da população do Brasil e mundo. É um dos fatores que aumentam o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) e outras doenças cardiovasculares.

Além da hipertensão, outros fatores de risco devem ser observados, dentre eles: dislipidemias (aumento das gorduras no sangue), tabagismo, consumo de álcool, hábitos alimentares inadequados, obesidade, diabetes, sedentarismo e stress. Quanto mais fatores de riscos associados maiores são as chances de problemas como infarto e derrame.

Um dos problemas para o diagnóstico da hipertensão arterial se deve ao fato de que em muitos casos não existem sintomas aparentes. Muitas pessoas convivem com a doença por um longo tempo antes de descobrirem que são hipertensos.

Dentre os sintomas que podem ser observados quando a pressão atinge valores muito elevados, ou quando há um pico súbito devido a causas diversas, temos a cefaléia, que geralmente é pulsátil, sensação de calor, dispnéia, opressão no peito, e em casos graves, alterações da consciência e crises convulsivas.

Uma vez estabelecido o diagnostico de hipertensão e afastado causas secundárias que podem cursar com elevação da pressão, como doenças renais e endocrinológicas, é importante aprender a conviver com ela. Isso porque a hipertensão primária ou essencial é causada por fatores genéticos, não havendo cura, mas podendo ser controlada através de alimentação adequada, medicações específicas e mudanças no estilo de vida.

O papel da alimentação na prevenção e controle da hipertensão arterial:

O sódio é um sal mineral que está presente naturalmente em alguns alimentos e é o principal componente do sal de cozinha e de uma série de outros conservantes. Há muito tempo o sódio tem sido considerado importante fator no desenvolvimento e na intensidade da hipertensão arterial.

A evolução da espécie humana, e conseqüentemente a modificação dos hábitos alimentares e as formas de conservação e preparo de alimentos, tiveram um papel importante no aparecimento da hipertensão ao longo destes milhares de anos.

Desde os nossos antepassados pré-históricos até hoje, o consumo de sal vem aumentando progressivamente. O primeiro aumento significativo do consumo de sal na alimentação humana ocorreu com o advento da agricultura e a conseqüente necessidade de conservação dos alimentos que eram produzidos em grande escala.

Os chineses descobriram há cerca de 4.000 anos que o sal era capaz de conservar os alimentos. Desde então, até os dias atuais o sal é um dos aditivos de conservação mais abundantes nos alimentos processados.

O consumo médio de sal da população gira em torno de 10 a 12 gramas/dia. Este consumo refere-se ao sódio natural dos alimentos, ao sal adicionado durante o preparo e do consumo de alimentos processados que apresentam sódio. O consumo total de sódio pode ser considerado proveniente de três maneiras: 75% de alimentos processados, 10% de sódio do próprio alimento 15% de sal de adição.

A recomendação do consumo de sal para as pessoas hipertensas é de 6 gramas de sal por dia, já incluindo o sal natural dos alimentos.

Diminuindo o consumo de sódio:

Para que as recomendações de redução do sal na alimentação sejam cumpridas é necessário selecionar com atenção os alimentos e prepará-los de forma adequada. Algumas atitudes simples podem reduzir de forma significativa o sal da dieta, siga estas recomendações:

"Não adicione sal aos alimentos que já estão preparados, nada de deixar o saleiro à mesa

"Cozinhe e prepare os alimentos com a quantidade mínima de sal que lhe foi orientada por seu médico ou nutricionista

"Comece a prestar atenção nos diferentes sabores dos alimentos, e que muitas vezes estavam mascarados pelo uso excessivo de sal

"Não utilize realçantes de sabor com caldos de carne, frango ou legumes; nem outros condimentos como molho inglês, molho de soja, mostarda preparada, catchup e todos os demais temperos prontos

"Incremente o aroma e sabor das refeições com temperos e condimentos naturais do tipo alho, cebola e ervas aromáticas como manjericão, salsa, cebolinha, alecrim, orégano, gengibre e outras de sua preferência

"Não consuma alimentos industrializados, principalmente conservados em salmoura como enlatados e vidrarias além de sopas e caldos prontos

"Cuidado com os aperitivos tipos salgadinhos industrializados como: batata frita, amendoim torrado e queijos

"Frios e embutidos também devem evitados

"E agora uma outra dica bastante importante: aumente bastante o consumo de alimentos ricos em potássio, pois o potássio age no organismo de forma contrária ao sódio, ou seja, ele diminuiu a pressão arterial. Os alimentos ricos em potássio são as frutas e sucos de fruta,legumes e verduras frescas além de leguminosas como feijão, ervilha, lentilha e grão de bico

"Além de tudo isto evite também o consumo excessivo de café (3 xícaras por dia, evitando café expresso) e evite o consumo de gordura animal como carnes gordas e leite e derivados integrais. Prefira gorduras vegetais como óleos de soja, canola e oliva.

Outros cuidados importantes:

A obesidade está estreitamente relacionada com a hipertensão arterial. Desta forma é fundamental que os indivíduos hipertensos mantenham seu peso dentro da faixa de normalidade. Para aqueles que se encontram acima do peso, deve-se introduzir uma dieta hipocalórica (com baixa caloria) e promover uma reeducação alimentar, com a incorporação de hábitos alimentares saudáveis para que ocorra não apenas redução de peso, mas também manutenção do peso adequado. Como grande aliado no controle do peso corporal e também da própria hipertensão temos a prática regular de exercícios físico. Por isso converse com seu médico para que ele oriente qual é a melhor atividade para seu caso, escolha a que mais lhe agrada e mexa-se.

Outras medidas como parar de fumar e não utilizar bebidas alcoólicas são extremamente importantes para o controle da hipertensão. E lembre-se: todas estas medidas além de ajudarem no controle da hipertensão promovem uma melhor qualidade de vida!




Fonte: http://www.nutricaoclinica.com.br

02/03/2010

Hipertensão arterial - aspectos nutricionais

Hipertensão arterial - aspectos nutricionais


Nutricionista Cyntia Carla da Silva
Nutricionista clínica do Hospital do Coração
Coordenadora de Nutrição Assistencial do Hcor
Hipertensão e suas conseqüências:

A hipertensão arterial popularmente conhecida como "pressão alta" é uma doença que atinge uma grande parcela da população do Brasil e mundo. É um dos fatores que aumentam o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) e outras doenças cardiovasculares.

Além da hipertensão, outros fatores de risco devem ser observados, dentre eles: dislipidemias (aumento das gorduras no sangue), tabagismo, consumo de álcool, hábitos alimentares inadequados, obesidade, diabetes, sedentarismo e stress. Quanto mais fatores de riscos associados maiores são as chances de problemas como infarto e derrame.

Um dos problemas para o diagnóstico da hipertensão arterial se deve ao fato de que em muitos casos não existem sintomas aparentes. Muitas pessoas convivem com a doença por um longo tempo antes de descobrirem que são hipertensos. Dentre os sintomas que podem ser observados quando a pressão atinge valores muito elevados, ou quando há um pico súbito devido a causas diversas, temos a cefaléia, que geralmente é pulsátil, sensação de calor, dispnéia, opressão no peito, e em casos graves, alterações da consciência e crises convulsivas.

Uma vez estabelecido o diagnostico de hipertensão e afastado causas secundárias que podem cursar com elevação da pressão, como doenças renais e endocrinológicas, é importante aprender a conviver com ela. Isso porque a hipertensão primária ou essencial é causada por fatores genéticos, não havendo cura, mas podendo ser controlada através de alimentação adequada, medicações específicas e mudanças no estilo de vida.

O papel da alimentação na prevenção e controle da hipertensão arterial:

O sódio é um sal mineral que está presente naturalmente em alguns alimentos e é o principal componente do sal de cozinha e de uma série de outros conservantes. Há muito tempo o sódio tem sido considerado importante fator no desenvolvimento e na intensidade da hipertensão arterial.

A evolução da espécie humana, e conseqüentemente a modificação dos hábitos alimentares e as formas de conservação e preparo de alimentos, tiveram um papel importante no aparecimento da hipertensão ao longo destes milhares de anos. Desde os nossos antepassados pré-históricos até hoje, o consumo de sal vem aumentando progressivamente. O primeiro aumento significativo do consumo de sal na alimentação humana ocorreu com o advento da agricultura e a conseqüente necessidade de conservação dos alimentos que eram produzidos em grande escala. Os chineses descobriram há cerca de 4.000 anos que o sal era capaz de conservar os alimentos. Desde então, até os dias atuais o sal é um dos aditivos de conservação mais abundantes nos alimentos processados.

O consumo médio de sal da população gira em torno de 10 a 12 gramas/dia. Este consumo refere-se ao sódio natural dos alimentos, ao sal adicionado durante o preparo e do consumo de alimentos processados que apresentam sódio. O consumo total de sódio pode ser considerado proveniente de três maneiras: 75% de alimentos processados, 10% de sódio do próprio alimento 15% de sal de adição. A recomendação do consumo de sal para as pessoas hipertensas é de 6 gramas de sal por dia, já incluindo o sal natural dos alimentos.

Diminuindo o consumo de sódio:

Para que as recomendações de redução do sal na alimentação sejam cumpridas é necessário selecionar com atenção os alimentos e prepará-los de forma adequada. Algumas atitudes simples podem reduzir de forma significativa o sal da dieta, siga estas recomendações:

"Não adicione sal aos alimentos que já estão preparados, nada de deixar o saleiro à mesa

"Cozinhe e prepare os alimentos com a quantidade mínima de sal que lhe foi orientada por seu médico ou nutricionista

"Comece a prestar atenção nos diferentes sabores dos alimentos, e que muitas vezes estavam mascarados pelo uso excessivo de sal

"Não utilize realçantes de sabor com caldos de carne, frango ou legumes; nem outros condimentos como molho inglês, molho de soja, mostarda preparada, catchup e todos os demais temperos prontos

"Incremente o aroma e sabor das refeições com temperos e condimentos naturais do tipo alho, cebola e ervas aromáticas como manjericão, salsa, cebolinha, alecrim, orégano, gengibre e outras de sua preferência

"Não consuma alimentos industrializados, principalmente conservados em salmoura como enlatados e vidrarias além de sopas e caldos prontos

"Cuidado com os aperitivos tipos salgadinhos industrializados como: batata frita, amendoim torrado e queijos

"Frios e embutidos também devem evitados

"E agora uma outra dica bastante importante: aumente bastante o consumo de alimentos ricos em potássio, pois o potássio age no organismo de forma contrária ao sódio, ou seja, ele diminuiu a pressão arterial. Os alimentos ricos em potássio são as frutas e sucos de fruta,legumes e verduras frescas além de leguminosas como feijão, ervilha, lentilha e grão de bico

"Além de tudo isto evite também o consumo excessivo de café (3 xícaras por dia, evitando café expresso) e evite o consumo de gordura animal como carnes gordas e leite e derivados integrais. Prefira gorduras vegetais como óleos de soja, canola e oliva.

Outros cuidados importantes:

A obesidade está estreitamente relacionada com a hipertensão arterial. Desta forma é fundamental que os indivíduos hipertensos mantenham seu peso dentro da faixa de normalidade. Para aqueles que se encontram acima do peso, deve-se introduzir uma dieta hipocalórica (com baixa caloria) e promover uma reeducação alimentar, com a incorporação de hábitos alimentares saudáveis para que ocorra não apenas redução de peso, mas também manutenção do peso adequado. Como grande aliado no controle do peso corporal e também da própria hipertensão temos a prática regular de exercícios físico. Por isso converse com seu médico para que ele oriente qual é a melhor atividade para seu caso, escolha a que mais lhe agrada e mexa-se.

Outras medidas como parar de fumar e não utilizar bebidas alcoólicas são extremamente importantes para o controle da hipertensão. E lembre-se: todas estas medidas além de ajudarem no controle da hipertensão promovem uma melhor qualidade de vida!



Fonte: http://www.nutricaoclinica.com.br

02/03/2010

Gordura Alimentar - Relação com as dislipidemias

Gordura Alimentar - Relação com as dislipidemias


Dr. Daniel Magnoni
Coordenador do Comitê do Selo de Aprovação SBC

A sociedade moderna, como a conhecemos na atualidade, recebeu inúmeras incorporações de mudanças em hábitos alimentares a partir de meados do século XIX, mais especificamente, durante a revolução industrial.

No rol de novos hábitos nutricionais, esta inserida a diminuição na ingestão de fibras, aumento no consumo de açúcares e de gorduras.

De forma gradual, em um crescimento constante, começamos a conhecer verdadeiras epidemias de doenças que foram caracterizadas como próprias de países desenvolvidos.

Dentre as principais doenças, relacionadas aos novos estilos de vida, destacamos a Obesidade, Hipertensão Arterial Sistêmica, Dislipidemias, Diabetes Melitus e a doença aterosclerótica.1,2,3

A doença aterosclerótica constitui uma das principais causas de mortalidade e morbidade no Brasil. Estimativas do Ministério da Saúde e dados do Sistema Único de Saúde (SUS) consideram a possibilidade de 300000 mortes por ano devido a problemas relacionados diretamente com a aterosclerose em artérias coronárias. 3,4

A quantidade e o tipo de gordura ingerida na alimentação influencia diretamente os níveis séricos dos lípides. A saturação dos ácidos graxos pode modificar a evolução da doença aterosclerótica, na medida que altera o colesterol total e o LDL colesterol.

Os receptores celulares para o colesterol podem ser reduzidos de forma relativa na ocorrência de altas taxas séricas de gordura saturada que também, devido a sua estrutura retilínea, propicia uma maior concentração de colesterol nas LDL-c.

Um dos grandes vilões da atualidade, devido ao alto consumo de alimentos oriundos de fast foods, são os ácidos graxos de configuração trans. Resultado da hidrogenação dos óleos vegetais polinsaturados, estão presentes em inúmeros produtos comerciais e nas margarinas duras.

Dentre as inúmeras ações metabólicas das gorduras trans, destaca-se a possibilidade de ocupar os receptores hepáticos para o colesterol, promovendo de forma direta o aumento sérico do LDL colesterol. Desta forma, merece consideração na pratica clínica, a indicação de controle dietético voltado às ações preventivas.

A incorporação de hábitos nutricionais saudáveis pressupõe a utilização racional de gordura saturada, privilegiando o consumo de polinsaturadas e monoinsaturadas.
Outras recomendações limitam o consumo de carboidratos e sugerem o aumento no consumo de fibras e demais alimentos funcionais.5,6

O impacto da obesidade nas doenças cardiovasculares e o aumento alarmante nos índices de obesidade na totalidade dos países sugere ações de saúde voltadas às medidas de prevenção e educação.7

A incorporação da atividade física, como prática rotineira no dia a dia dos indivíduos e orientação primeira nas condutas multidisciplinares em prevenção primária e secundária da doença aterosclerótica, já faz parte do rol de consensos das sociedades médicas de cardiologia.8,9

Por fim, destacamos as recomendações do NCEP, programa americano de educação no controle do colesterol, baseado em recomendações oriundas de consensos de especialistas.5

Recomendações sobre o controle das Dislipidemias:

Tabela 1: Alterações recomendadas pela NCEP, para estilo de vida saudável, em prevenção da DCV "National Cholesterol Education Program" 2001.

Nutrientes

Ingestão Recomendada

Gordura Saturada:

<7% do total calórico *

Gordura Polinsaturada

até 10% do total calórico

Gordura Monoinsaturada

até 20% do total calórico

Gorduras totais

25%-35% do total calórico

Carboidratos

50-60% do total calórico **

Proteínas

aprox.15% do total calórico

Fibras

20-30g/dia

Colesterol

<200mg/dia*

Redução de Peso



Atividade Física



Observações:



* se o LDL colesterol esta dentro dos valores normais e não existe fator de risco para doença cardiovascular, poderemos considerar valores < 10% para a gordura saturada e 300 mg/dia para colesterol

** Carboidratos complexos

Referencias Bibliográficas

Keys A, Anderson JT, Grande F. Serum cholesterol response to change the diet. Metabolism, 1965, 14: 747 - 758
Hargrove RL, Etherton TD, Pearson TA, Harrison EH, Etherton PMK. Loow fat and high Monounsaturated fat diets decrease human low density lipoprotein oxidative susceptibility in vitro. Journal of nutrition (131): 1758 - 1763, 2001
Neves NMS, Evidências Epidemiológicas. In: Nutrição e doença cardiovascular. Rio de janeiro: Guanabara Koogan 1997;11-24.
DATA SUS. www.datasus.gov.br
Expert panel on detection, evaluation and treatment of high blood cholesterol in adults: Executive summary of the third report of the national cholesterol education program. NCEP, (National Cholesterol Education Program) JAMA 285: 2486 - 2497, 2001.
Franz MJ et al. Evidence - based nutrition principles and recommendations for the treatment and prevention of diabetes and related complications. Diabetes Care 26 (suppl.) 1S51-S61, 2003
Krauss RM, Winston M, Fletcher RN, Grundy SM. Obesity: impact of cardiovascular disease. Circulation 98: 1472-1476, 1998
www.cardiol.br
NIH Consensus Development Panel on Physical Activity and Cardiovascular Health: Physical Activity and cardiovascular health. JAMA 276: 241 - 246, 1996


Fonte: http://: www.nutricaoclinica.com.br

Cálcio: muito além de ossos e dentes

Cálcio: muito além de ossos e dentes


Isabela Cardoso Pimentel
Especialista em Nutrição em Cardiologia pela SOCESP
Nutricionista clínica Hcor/SP


O cálcio é o mineral mais abundante no organismo humano representando cerca de 1,5 a 2,0% do peso corpóreo.
Sempre associado a formação e manutenção de ossos e dentes, o cálcio desempenha também fundamental papel metabólico.
Ao redor de 1% do cálcio contido no organismo está presente no plasma e pode ser subdividido em 3 categorias:

- Cálcio ionizado ou livre (50%), que é difusível pela membrana capilar.
- Cálcio não- ionizável (10%), que é ligado a substâncias como citrato ou fosfato e também é difusível pela membrana capilar.
- Cálcio ligado à proteínas, como albumina ou globulina (40%), que não é difusível pela membrana capilar.

A fração de cálcio ionizado é importante para a maioria das funções do cálcio no organismo como seu efeito sobre a freqüência cardíaca, sistema nervoso, coagulação sanguínea, além da formação óssea.

A estreita variação dos níveis de cálcio sérico é regulada principalmente pela ação do hormônio da paratireóide - paratormônio (PTH) - e com menor efeito pela calcitonina secretada pela tireóide.

Em situações de baixa ingestão do mineral, doenças como raquitismo, gravidez ou lactação, a menor redução da concentração de íons cálcio no líquido extracelular determina secreção do PTH e mobilização dos depósitos de cálcio (ossos) para que se mantenha níveis normais entre 9,0 a 10,0 mg/dl (2,4 mmol/l).

Se por motivos agudos ou crônicos houver queda progressiva dos níveis de cálcio, a hipocalcemia leva ao quadro de tetania, desencadeada pelo aumento da excitabilidade das fibras nervosas devido aumento da permeabilidade da membrana aos íons sódio. A tetania caracteriza-se por contração involuntária principalmente na mão, mas podendo progredir para outras partes do corpo ou evoluir para convulsão.

Outros efeitos da hipocalcemia são na hemostasia e no coração.

Na ausência de íons cálcio, não é possível ocorrer coagulação sanguínea, pois todas as etapas de coagulação da via intrínseca, com exceção das duas primeiras, dependem da presença de cálcio.

Com relação ao coração, o cálcio leva os músculos cardíacos a se contrair, quando há hipocalcemia, o coração perde sua capacidade de bombear eficientemente o sangue, ocorre "flacidez cardíaca" e lentidão na freqüência cardíaca.

Referências bibliográficas:
Gyuton, A.C., Tratado de Fisiologia Médica, 8 ed. Guanabara Koogan, 1992.
Mahan, L.K., Arlin M.T., Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia, 8ed, Roca, 1995.



Fonte: http://www.nutricaoclinica.com.br

14/04/2010

Fibras e metabolismo lipídico

Fibras e metabolismo lipídico


Nutr. Rosana P. Costa
Dr. Daniel Magnoni

Há muitos anos relaciona-se diretamente as fibras com a prevenção e tratamento das dislipidemias.

Nos anos mais recentes, inúmeras ações de medicina preventiva, procuram identificar procedimentos dietéticos que possam, de maneira barata e amplamente aceitável pelos costumes culturais, ampliar o leque de alimentos funcionais com relação ao diagnóstico dislipidemia.

A ocorrência de doenças coronarianas tem levado muitos pesquisadores a realizar estudos comparativos com populações menos atingidas por esses problemas. Os resultados encontrados têm demonstrado existir uma relação entre a prevalência crescente dessas doenças com o consumo de dietas com menor conteúdo de fibras.

As dietas ricas em gordura saturada e colesterol são consideradas de efeito aterogênico, por elevarem os níveis plasmáticos de colesterol e triglicérides, portanto, fator de risco na etiologia da doença isquêmica cardiovascular.

A hipercolesterolemia é um dos fatores de risco mais importantes no desenvolvimento da doença coronariana. Valores de colesterol sanguíneo acima de 200mg/dl aumentam, de forma significativa, o risco de cardiopatia isquêmica.

Um dos principais estudos que demonstrou a relação entre consumo elevado de gordura saturada e colesterol e risco maior de desenvolver doença coronariana foi o Seven Countries Study (Estudo dos Sete Países) de Keys.

A partir desse estudo, foram identificados outros componentes alimentares que têm ligação positiva ou negativa com risco de doença coronariana, entre eles, a quantidade e composição das gorduras, proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais, álcool, e produtos fitoquímicos encontrados nos alimentos, como: proteína da soja, certos ácidos graxos insaturados e as fibras solúveis que afetam as concentrações de colesterol plasmático.

Embora as fibras solúveis e insolúveis protejam o organismo contra várias patologias como diabetes mellitus, doença coronariana e isquêmica do coração, obesidade e os mais diversos distúrbios do aparelho digestivo, as pesquisas mais recentes têm enfocado os efeitos hipocolesterolêmicos das fibras solúveis. Além disso, também podem influenciar diretamente ou indiretamente outros fatores ligados à doença cardiovascular, como, por exemplo, hiperinsulinemia, hiperglicemia, hipertensão, obesidade e fatores hemostáticos.

A ação das fibras solúveis no controle do colesterol está relacionado pelas propriedades físico-químicas presente, ou seja, na retenção de água, solubilidade aparente, capacidade de ligação e degradação.

O farelo de aveia é o alimento mais rico em fibras solúveis e com maior capacidade de diminuir o colesterol sangüíneo. É proveniente de um processo mecânico da separação do grão de aveia e esta por sua vez, faz parte do grupo de cereais, como o arroz, trigo e milho.

Estudos com farelo de aveia demonstram forte ação hipocolesterolemiante, provavelmente pelo seu conteúdo de goma onde observou-se diminuição do colesterol total e LDLc. Este efeito pode ser atribuído a absorção de ácidos biliares, após sua desconjugação pelas bactérias intestinais, sendo excretado pelas fezes, diminuindo o pool de ácidos biliares no ciclo êntero-hepático; ou aos ácidos graxos de cadeia curta, produzidos pela degradação bacteriana das fibras no cólon, os quais, também, inibiriam a síntese de colesterol hepático e incrementariam a depuração de LDL.

Anderson e Gustafon estudaram oito homens hipercolesterolêmicos para determinar os efeitos da suplementação de farelo de aveia sobre os níveis de lípides plasmáticos. Os pacientes consumiram alternadamente uma dieta controle e uma dieta suplementada com farelo de aveia, durante 10 dias. Ambas dietam continham quantidades semelhantes de calorias, proteínas, carboidratos, gorduras e colesterol, diferindo apenas na inclusão de 100g de farelo de aveia. Os indivíduos que receberam a dieta suplementada, houve uma redução média de 13% nos níveis de colesterol plasmáticos, 14% nos níveis de LDLc e sem alteração nos valores de HDLc.

Outras combinações de fibras solúveis também foram avaliadas. Tai et al investigaram o efeito de goma guar e psílio em indivíduos que consumiram dieta com baixo teor de gordura suplementada com 16,5 g de fibra ou placebo. O grupo que recebeu dieta acrescida de fibras, reduziu em 3,2% os níveis de LDL-c e 5,5% o colesterol total, sem alteração no HDL-c e triglicérides.
Em 1990, uma análise de ensaios clínicos utilizando goma guar como agente hipolipemiante demonstrou que houve uma redução de 11% nos níveis de colesterol total.

A goma guar é o polissacarídeo de reserva nutricional das sementes de leguminosas. Da mesma forma que as outras fibras, não pode ser digerida no intestino delgado. Acredita-se que a sua propriedade de aumentar a viscosidade de conteúdo gastrointestinal, é a principal responsável pelo retardo da absorção de nutrientes no intestino delgado. É considerada também altamente eficaz na diminuição da hiperglicemia pós-prandial, do peso corporal e das concentrações de colesterol, tanto em indivíduos obesos como em diabéticos e também do aumento da sensibilidade à insulina, incrementando a atividade da lipase - lipoprotéica (PL), possibilitando a redução das lipoproteínas e dos ácidos biliares.

Uma meta-análise mais recente sobre os efeitos redutores de colesterol do psílio relatou redução de 6,7% no LDL após consumo médio de 10,4 gramas de psílio durante 8 semanas.

Embora a absorção de colesterol seja alterada por várias fontes de fibras, nem todas produzem o mesmo efeito. A lignina tem efeito hipocolesterolêmico, enquanto a celulose pouco altera o metabolismo dos lipídeos. Já o consumo de pectina demonstra resposta positiva na redução dos níveis de colesterol.

A pectina é um polímero gelacturônico presente na casca branca interna de várias frutas, principalmente as maçãs e as frutas cítricas. Vários estudos têm demonstrado seu efeito hipocolesterolêmico na redução dos níveis séricos e hepáticos de colesterol total em indivíduos sadios.

Pesquisas realizadas por Baig e Cerda à respeito das interações que existem entre a pectina e as lipoproteínas do plasma, concluíram que quando suplementada na dieta, acarreta redução dos níveis séricos e hepáticos de colesterol, tanto em seres humanos como em animais de experimentação.

Existem algumas teorias para explicar a ação das fibras sobre o metabolismo das gorduras.

A absorção de água, pelos diferentes tipos de fibras, produz uma diluição que altera a digestão e absorção das gorduras.

Estudos realizados sobre a modificação da flora intestinal tem levado a crer que isto pode ocorrer em parte devido à um aumento da água das fezes, o que também contribuiria para a maior diluição do conteúdo fecal e consequente alteração na digestão e absorção de gorduras.

A absorção intestinal de colesterol depende da disponibilidade de sais biliares e fosfolipídeos para a formação de micelas. Se os níveis de ácidos biliares estão reduzidos, o resultado seria a consequente queda na formação de micelas.

As fibras se ligam aos sais biliares no intestino, diminuindo sua reabsorção, o que resulta em menos colesterol disponível no fígado para a síntese de lipoproteínas. As fibras solúveis são quase completamente fermentadas no cólon, produzindo ácidos graxos de cadeia curta os quais podem inibir a síntese hepática de colesterol e incrementar a depuração de LDL.

Os mecanismos de ação ainda permanecem imprecisos, mas devem estar envolvidos com sua viscosidade e capacidade de proteção da mucosa intestinal, interferindo na absorção dos lipídeos. Outra maneira de ação dessa fibra vegetal seria através da redução da glicemia pós- prandial e da concentração de insulina, reduzindo o estímulo para a síntese hepática de colesterol.

Embora já esteja comprovada essa ação das fibras solúveis, ainda não se conhece totalmente seu mecanismo, contudo, sabe-se que elas modificam a absorção e o metabolismo dos ácidos biliares, aumentando a excreção do colesterol. As fibras interferem ainda na absorção e metabolismo dos lipídeos e produzem ácidos graxos de cadeia curta, a partir da fermentação.

Níveis elevados de triglicérides séricos constituem importante fator de risco para doença coronariana. Em pacientes diabéticos, níveis de triglicérides acima de 150mg/dl são tão prejudiciais quanto o aumento dos níveis plasmáticos de colesterol.

Anderson realizou acompanhamento durante 48 meses em um grupo de pacientes diabéticos que receberam suplementos de fibra dietética e constatou uma redução dos níveis sanguíneos de triglicérides e colesterol, em pacientes portadores de hipertrigliceridemia, além da redução dos níveis plasmáticos de glicose e das doses de insulina e hipoglicemiantes orais.

No entanto, não está totalmente esclarecido o papel da fibra no tratamento da hipertrigliceridemia, sendo que, em alguns estudos, não são constatados resultados conclusivos, porém o que se sabe é que o estabelecimento de programas terapêuticos que incluam manutenção do peso adequado, redução da ingestão de bebida alcoólica e gorduras, realização de exercício físico constante e a suplementação de fibras na dieta, podem chegar a reduzir em 80-90% os níveis de triglicérides séricos sem a necessidade da administração de medicamentos.

A recomendação de ingestão de fibra alimentar total para adultos é de 20 a 30g/dia, sendo 25% (6 g) de fibra solúvel.

O grupo de cereais e seus derivados e as leguminosas representam boas fontes alimentares, assim como as frutas. A melhor maneira de se alcançar esta recomendação é aumentar a ingestão desses alimentos.

PARA AMPLIAR A PESQUISA / REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

1. Cummings,J.H. What is fiber? In: Fiber in Human Nutrition, 1976; 1
2. Burkitt, D.P; Walker, A.R.P; Painter, N.S. Dietary fiber and disease. J.A.M.A, 1974; 229:1068-74.
3. Pereira MA, Pins JJ. Fibra Alimentar e Doença Cardiovascular: Avanços Experimentais e Epidemiológicos. Current Atheroscerosis Reports, 2001; vol 1 n°1: 37-46
4. SBAN- Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição. Aplicações das Recomendações Nutricionais Adaptadas à População Brasileira. Fibra alimentar ou fibra da dieta, 1990; 73-8.
5. Cavalcante MLF. Fibras Alimentares: Definição e Classificação. Revista Brasileira de Nutrição Clínica, 1997; vol 4: 147-150
6. Ada Reports. Position of the American Dietetic Association: Health Implications of Dietary Fiber. J.Am.Diet.Assoc.,1993; 93(12): 1446-7.
7. Borges VC. Oligossacarídeos x Fibras Alimentares. Revista Brasileira de Nutrição Clínica, 1997; vol 4: 161
8. Márquez LR. Aspectos fisiológicos da fibra dietética. A fibra terapêutica, 2001; 55- 61
9. Anderson, J.W. Physiological and metabolic effects of dietary fiber. Fed. Proc.,1985; 44: 2902
10. Neves N.M. Os Elementos da Dieta no tratamento da Doença Cardiovascular. In Nutrição e Doença Cardiovascular, 1997; 4:49-61.
11. III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias. Arq Bras Cardiol 2001; vol77 (supl III)
12. Pereira MA, Pins JJ. Fibra Alimentar e Doença Cardiovascular: Avanços Experimentais e Epidemiológicos. Current Atheroscerosis Reports, 2001; vol 1 n°1: 37-46
13. Heyde,R; Heyde,M.E.D; Wosiacki,G. Relação entre fibras alimentares, lipídios sanguíneos e excreção fecal de ácidos biliares. Um estudo experimental em ratos. Arq. biol. tecnologia; 1993, 36(2): 207-18.
14. Neves,M.S. Nutrição e doença cardiovascular. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. p.49-62.
15. Anderson,J.W; Gustafson,N.J. Dietary fiber in disease prevention and treatment. Compr.Terapy.,v.13, nº1, 1987.p.43-53.
16.Bridges,S.R et al. Oat bran increases serum acetate of hipercholesterolemic men. Am.J.Clin.Nutr.,v56,1992. p.455-9.
17. Story,J.A. The role of dietary fiber in lipid metabolism in Advances in Lipid Research,1981;18:220-45.
18. Glore,S.R.; Treeck,D.V.; Knehans,A.W. e col. Solube Fiber and Serum Lipids: a Literature Review. In J. Am. Diet. Assoc.,1994; 94(4): 425-36.
19. Anderson JW, Zettwoch N et al. Cholesterol-lowering effects of psyllium hydrophilic muciloid for hypercolesterolemic men. Arch Inter Med, 1988; 148: 292-96
20. NCEP- National Cholesterol Education Program. Second Report of the Expert Panel on Detection, Evaluation and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults. In Circulation, 1994; 89(3): 1364-1405.
21. Cintra, I.P e col. - Intervenções Dietéticas - Condutas Clínicas nas Dislipidemias. 1997; 7:139-157




Fonte: http://.nutricaoclinica.com.br

Aspectos atuais na nutrição do diabético

Aspectos atuais na nutrição do diabético



Jornalista Fabiana Fontainha
Burson Masteller

Dr. Daniel Magnoni
Coordenador do Comitê do Selo de Aprovação SBC

Dados do Ministério da Saúde revelam que o Diabetes Mellitus atinge 11% das pessoas com mais de 40 anos no Brasil, correspondendo a 11 milhões de pacientes. Segundo a Federal Internacional do Diabetes, são mais de 151 milhões de diabéticos no mundo todo.

As atuais recomendações médicas nacionais e internacionais, como da Sociedade Americana de Diabetes, reforçam a necessidade da dieta equilibrada para alcançar e manter níveis normais de glicose no sangue, pressão sanguínea e índices adequados de lipídios e proteínas. Esses são fatores que contribuem para a prevenção e redução das complicações da patologia.

Determinados alimentos possuem nutrientes favoráveis à saúde do paciente com diabetes. As leguminosas como a soja, por exemplo, possuem proteínas vegetais e são boas fontes de fibras para o controle da glicemia. As hortaliças verdes e amarelas possuem vitaminas e carotenóides que combatem os radicais livres, já os vegetais e frutas vermelhas possuem licopeno (um tipo de carotenóide com ação antioxidante). Outras frutas possuem fibras solúveis, vitamina C e potássio. Leites, iogurtes e derivados são alimentos protéicos e fontes de cálcio. Carnes e ovos são fontes de proteínas e ferro. Para prevenir doenças coronarianas, o consumo de gorduras e carboidratos são permitidos de forma equilibrada. Algumas linhas terapêuticas sugerem o controle da quantidade diária de carboidratos, outras a avaliação do índice glicêmico dos alimentos, mas o primeiro passo é a adoção de uma dieta balanceada.

Determinados alimentos possuem nutrientes favoráveis à saúde do paciente com diabetes. As leguminosas como a soja, por exemplo, possuem proteínas vegetais e são boas fontes de fibras para o controle da glicemia. As hortaliças verdes e amarelas possuem vitaminas e carotenóides que combatem os radicais livres, já os vegetais e frutas vermelhas possuem licopeno (um tipo de carotenóide com ação antioxidante). Outras frutas possuem fibras solúveis, vitamina C e potássio. Leites, iogurtes e derivados são alimentos protéicos e fontes de cálcio. Carnes e ovos são fontes de proteínas e ferro. Para prevenir doenças coronarianas, o consumo de gorduras e carboidratos são permitidos de forma equilibrada. Algumas linhas terapêuticas sugerem o controle da quantidade diária de carboidratos, outras a avaliação do índice glicêmico dos alimentos, mas o primeiro passo é a adoção de uma dieta balanceada.

Suplementos orais

Existem suplementos formulados especialmente para os diabéticos. Eles melhoram o controle da glicemia e diminuem o risco de complicações desencadeadas pela doença.

Os principais componentes desses suplementos são: caseinato de cálcio, proteína isolada de soja, os lipídios monoinsaturados e as fibras solúveis. Pesquisas mostram que estes nutrientes auxiliam na diminuição do colesterol sérico e na redução da resistência à insulina. Desta forma, melhoram o controle glicêmico, promovem saciedade, nutrição adequada e reduzem o risco de doenças cardiovasculares.

O suplemento oral ajuda a suprir as necessidades das pessoas que têm dificuldade de manter a dieta balanceada. É o melhor lanche para ser consumido entre as refeições.

"Dez passos para uma alimentação saudável"

1.Estabeleça horários para as refeições com 5 a 6 refeições/dia
2.Consuma variados tipos de legumes, verduras e frutas
3.Escolha alimentos ricos em fibras
4.Evite alimentos ricos em açúcares como doces, refrigerantes, chocolates e outras guloseimas
5.Consuma pouco sal
6.Diminua o consumo de gorduras como manteiga, margarina e frituras
7.Evite fumar e consumir bebidas alcoólicas
8.Beba água
9.Mantenha o peso saudável
10.Tenha uma alimentação saudável e faça atividade física moderada e regularmente

Fonte: Cartilha do Ministério da Saúde para a "Política Nacional de Atenção Integral à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus"



Fonte: http://www.nutricaoclinica.com.br

02/03/2010

Thursday, January 21, 2010

20/01/2010 - 07h36
Câncer agressivo no cérebro está ligado a doenças variadas, diz estudo

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da France Presse, em Washington
A forma mais frequente e agressiva de tumor no cérebro, o glioblastoma, não é uma só enfermidade, mas um conjunto de patologias, segundo estudo publicado na terça-feira (19) que pode ajudar a desenvolver tratamentos diretos mais eficazes.

Novas pesquisas genéticas sugerem que o glioblastoma multiforme (GBM) representa várias doenças, cada uma com origem molecular distinta, explicam os cientistas que tiveram seus estudos publicados na revista "Cell Press" deste mês.

Essa descoberta oferece uma base sólida de investigação para o desenvolvimento de novas terapias individualizadas, que poderiam melhorar o prognóstico quase sempre sombrio deste tipo devastador de câncer.

A maioria dos que sofrem deste tumor morre 14 meses depois do diagnóstico.

Ao recorrer a técnicas de identificação do papel de diferentes genes, os cientistas analisaram de forma detalhada centenas de biópsias de glioblastoma feitas em enfermos. Puderam, assim, identificar quatro subgrupos moleculares distintos desse tumor.

"Descobrimos uma série de eventos que, de forma inequívoca, produzem-se quase exclusivamente num destes subgrupos", explicou Neil Hayes, do serviço de medicina endócrina da Universidade da Carolina do Norte (EUA) e principal autor do estudo.

A descoberta fornece uma "nova compreensão do glioblastoma baseada nas características moleculares únicas do tumor", indica Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Câncer (NIC) dos Estados Unidos, que financiou o estudo.
22/10/2009 - 10h19
Consumo diário de café retarda doenças do fígado

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da France Presse, em Washington
O consumo diário de várias xícaras de café retarda a evolução de doenças do fígado, como a hepatite C, revela um estudo de pesquisadores norte-americanos divulgado na quarta-feira (21).

As pessoas que sofrem de hepatite C crônica e de outras enfermidades hepáticas em estado avançado que consomem ao menos três xícaras de café diárias reduzem em 53% o risco de evolução da doença em relação aos que não fazem o mesmo, destaca o estudo realizado pelo americano Neal Freedman, membro do Instituto Nacional do Câncer (NCI).

Divulgação

Consumo diário de várias xícaras de café retarda a evolução de doenças do fígado, como a hepatite C, revela um estudo dos EUA
A pesquisa analisou 766 pessoas com hepatite C sem resposta a tratamentos com antivirais e que bebiam ou não café.

A cada três meses, durante cerca de quatro anos, estes pacientes foram submetidos a biópsias para determinar a evolução da doença.

"Observamos que a evolução das enfermidades era inversamente proporcional ao consumo de café", explicou Freedman.

Uma das hipóteses sobre o papel do café é que ele reduziria os riscos de diabetes do tipo 2, frequentemente associada a doenças hepáticas ou inflamações.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 3 e 4 milhões de pessoas contraem hepatite C a cada ano, e em 70% dos casos a doença se torna crônica e pode provocar cirrose ou câncer de fígado.

Wednesday, October 21, 2009

Tomei a iniciativa de fazer esta carta, pois vejo que esta havendo um terrível mal entendido nas relações médico paciente no momento em que vivemos, daí minha iniciativa a elucidar algumas praticas do tratamento medico como medicação prescrita , exames pedidos, orientações , e outras duvidas que por ventura venham a aparecer.

Primeiramente , o tratamento medico com medicamentos esta escrito na receita , qualquer duvida com relação ao medicamento como a maneira de tomar, o horário, quantos comprimidos, o tempo de uso, (se especificado, coso não esteja o medicamento é de uso continuo). Caso tenha algum problema com relação ao medicamento entre em contato com seu médico para melhor orientação , jamais pare a medicação totalmente.

Caso o medico de uma dieta a ser seguida , esta deve ser seguida pelo tempo determinado para o tratamento a que se deve, por exemplo, colesterol elevado a dieta deve ser mantida ate que ele volte ao normal. Não se deve comer nada fora da dieta até o colesterol ou o que for voltar ao normal. Depois existe a possibilidade de fazer uma dieta de manutenção mais branda.

Quanto a bebida alcoólica, ela não deve ser tomada em hipótese alguma , a não ser que a pessoa não tenha problemas de saúde.

Em caso de passar mal vá ao pronto socorro, você ao fazer isso não está mudando de médico , está apenas fazendo uso de um serviço fornecido uma clínica ou hospital por um período temporário onde há a necessidade de recursos mais rápidos, posteriormente no outro dia com calma procure seu médico para que ele possa ver o que aconteceu e dar continuidade ou mudar a linha de tratamento ou ainda ajustar o tratamento.


Caso você vá a um médico de outra especialidade você deve avisar sobre os tratamentos que faz e os remédios que toma, com isso o mesmo vai passar medicação compatível com seu tratamento já em andamento, se este profissional não solicitar não há necessidade de perguntar para todos os médicos que você passa se pode tomar a medicação.

No caso ainda do pronto socorro caso seja receitado algum medicamento este deve ser tomado pois por lei os médicos do pronto socorro estão capacitados a atender qualquer tipo de emergência mesmo em pacientes cardíacos ou com outros problemas de outras especialidades , esta diretriz é controlada pela direção clínica do hospital no ato da contratação do médico colocado na função de socorrista, portanto a situação do médico atendente socorrista dizer que não pode fazer nada não passa de inexperiência e neste caso o paciente deve solicitar a presença de um médico mais experiente , e ter a informação que todo hospital ou clínica tem um plantão a distancia de especialidades, e alguns até UTI onde o profissional lá de plantão é seguramente mais experiente e pode elucidar melhor o caso , ou tirar a duvida quanto a uma medicação ou outras coisas

Bom senso. O paciente não tem obrigação de saber informações técnicas de medicina, porém o mesmo deve cultivar o bom senso, por exemplo: paciente vai numa farmácia verificar a pressão e tem o valor de 80 x 40 em uma pessoa que não esta sentindo absolutamente nada, normalmente o paciente nestes casos corre desesperado para o médico. Muito bem, nesta pressão arterial o individuo deveria estar desmaiando ou já desmaiado, quanto mais conseguiria correr para o médico. Sua pressão estava muito baixa? Não !!!!
A medição foi errada ou o aparelho não estava bem calibrado. Cada alteração num exame ou numa medida corresponde a sintomas de mal estar de modo geral, salvo em casos em casos de pressão alta que podem ser assintomáticos. Outro exemplo : o paciente passa mal com dor no peito vai ao pronto socorro, o médico diz ser infarto , começo de infarto e etc...
Faz os exames de rotina e libera o paciente dizendo ter sido um “infartozinho” ou “ principio de infarto”, estas palavras de aparência inocente no jargão médico referem-se a entidades clínicas como angina instável ou angina pré infarto ou infarto não Q, que devem ser internadas para comprovação e melhor avaliação , mas na hora ninguém questiona isso vai feliz para casa. Nestas situações o paciente ou familiares devem argumentar sobre internação ou melhor explicação do diagnostico visto se estava sendo liberado não se constituía em nenhuma das entidades acima. Caso não estejam satisfeitos peçam a presença do diretor clinico do hospital pois ele é o responsável pelo que acontece no pronto socorro.

Peça sempre um relatório ao sair do pronto socorro, com os procedimentos que foram realizados e medicamentos usados , para que posteriormente seu medico possa saber o que ocorreu com mais precisão. Esse relatório é por lei direito do paciente e dever do médico assistente no pronto socorro.

Tuesday, October 20, 2009

orientção aos pacientes , como agir?

Tomei a iniciativa de fazer esta carta, pois vejo que esta havendo um terrível mal entendido nas relações médico paciente no momento em que vivemos, daí minha iniciativa a elucidar algumas praticas do tratamento medico como medicação prescrita , exames pedidos, orientações , e outras duvidas que por ventura venham a aparecer.

Primeiramente , o tratamento medico com medicamentos esta escrito na receita , qualquer duvida com relação ao medicamento como a maneira de tomar, o horário, quantos comprimidos, o tempo de uso, (se especificado, coso não esteja o medicamento é de uso continuo). Caso tenha algum problema com relação ao medicamento entre em contato com seu médico para melhor orientação , jamais pare a medicação totalmente.

Caso o medico de uma dieta a ser seguida , esta deve ser seguida pelo tempo determinado para o tratamento a que se deve, por exemplo, colesterol elevado a dieta deve ser mantida ate que ele volte ao normal. Não se deve comer nada fora da dieta até o colesterol ou o que for voltar ao normal. Depois existe a possibilidade de fazer uma dieta de manutenção mais branda.

Quanto a bebida alcoólica, ela não deve ser tomada em hipótese alguma , a não ser que a pessoa não tenha problemas de saúde.

Em caso de passar mal vá ao pronto socorro, você ao fazer isso não está mudando de médico , está apenas fazendo uso de um serviço fornecido uma clínica ou hospital por um período temporário onde há a necessidade de recursos mais rápidos, posteriormente no outro dia com calma procure seu médico para que ele possa ver o que aconteceu e dar continuidade ou mudar a linha de tratamento ou ainda ajustar o tratamento.


Caso você vá a um médico de outra especialidade você deve avisar sobre os tratamentos que faz e os remédios que toma, com isso o mesmo vai passar medicação compatível com seu tratamento já em andamento, se este profissional não solicitar não há necessidade de perguntar para todos os médicos que você passa se pode tomar a medicação.

No caso ainda do pronto socorro caso seja receitado algum medicamento este deve ser tomado pois por lei os médicos do pronto socorro estão capacitados a atender qualquer tipo de emergência mesmo em pacientes cardíacos ou com outros problemas de outras especialidades , esta diretriz é controlada pela direção clínica do hospital no ato da contratação do médico colocado na função de socorrista, portanto a situação do médico atendente socorrista dizer que não pode fazer nada não passa de inexperiência e neste caso o paciente deve solicitar a presença de um médico mais experiente , e ter a informação que todo hospital ou clínica tem um plantão a distancia de especialidades, e alguns até UTI onde o profissional lá de plantão é seguramente mais experiente e pode elucidar melhor o caso , ou tirar a duvida quanto a uma medicação ou outras coisas

Bom senso. O paciente não tem obrigação de saber informações técnicas de medicina, porém o mesmo deve cultivar o bom senso, por exemplo: paciente vai numa farmácia verificar a pressão e tem o valor de 80 x 40 em uma pessoa que não esta sentindo absolutamente nada, normalmente o paciente nestes casos corre desesperado para o médico. Muito bem nesta pressão arterial o individuo deveria estar desmaiando ou já desmaiado, quanto mais conseguiria correr para o médico sua pressão estava muito baixa? Não !!!!
A medição foi errada ou o aparelho não estava bem calibrado. Cada alteração num exame ou numa medida corresponde a sintomas de mal estar de modo geral, salvo em casos em casos de pressão alta que podem ser assintomáticos. Outro exemplo : o paciente passa mal com dor no peito vai ao pronto socorro, o médico diz ser infarto , começo de infarto e etc...
Faz os exames de rotina e libera o paciente dizendo ter sido um “infartozinho” ou “ principio de infarto”, estas palavras de aparência inocente no jargão médico referem-se a entidades clínicas como angina instável ou angina pré infarto ou infarto não Q, que devem ser internadas para comprovação e melhor avaliação , mas na hora ninguém questiona isso vai feliz para casa. Nestas situações o paciente ou familiares devem argumentar sobre internação ou melhor explicação do diagnostico visto se estava sendo liberado não se constituía em nenhuma das entidades acima. Caso não estejam satisfeitos peçam a presença do diretor clinico do hospital pois ele é o responsável pelo que acontece no pronto socorro.

Monday, July 20, 2009

PROLAPSO DA VALVA MITRAL

PROLAPSO DA VALVA MITRAL



O prolapso da valva mitral caracteriza-se pelo movimento dos folhetos desta para átrio esquerdo durante a sístole ou contração cardíaca. Neste momento a vibração ocorrida nas paredes do ventrículo esquerdo causam sensação de desconforto precordial (no peito), e na grande maioria dos casos taquicardia (aceleração das batidas cardíacas), que pode ser traduzido pelo paciente como dor no peito sensação de não completar a respiração, que muitos confundem com dores relacionadas a doença coronariana (angina do peito), no deve-se, nestes casos procurar um cardiologista e após exame cardiologido, provada a existência do prolapso da valva mitral o paciente será orientado, medicado para os sintomas, e acompanhado.

O acompanhamento requerido é a realização de consulta anual com eletrocardiograma e ecocardiograma Doppler. Diga-se de passagem as alterações nem sempre aparecem no eletrocardiograma ou são insignificantes, sem necessário o ecocardiograma, no ambito clínico o diagnostico é feito atravez da história clínica dos sintomas e na ausculta por sopro e um estalido após a primeira batida cardíaca ou bulha.

O prolapso da valva mitral em sua grande maioria é uma patologia (doença) de cunho benigno, causada por má formação , ou mal posicionamento congênito (na gestação) do eixo ou dos folhetos desta valva. Pode ainda ser causado de forma secundaria por algumas patologias como hipotireoidismo pela degeneração chamada mixomatosa dos folhetos da mitral, neste caso o não tratamento da patologia de base pode levar a progressão do prolapso e a insuficiência da valva mitral que aí sim é uma patologia importante e que pode até requerer tratamento cirúrgico.

Doenças mais raras como a síndrome de Marfan e mal formações torácicas podem levar ao prolapso secundário.

O tratamento é basedo no tratamento direto das causas secundarias quando estas existirem , e no caso do prolapso primário ou congênito ele é feito de forma sintomática com o uso de antiarritmicos principalmente os beta bloqueadores (propranlol, metropolol, sotalol) são os mais usados, em todos os casos o mais importante na verdade é profilaxia no caso de pequenas cirurgias e tratamento dentário que se faz com amoxacilina 2g uma hora antes da operação em si, o que é bom frisar não implica em qualquer modificação no tratamento dado pelo dentista que deve prescrever o que for necessário para o tratamento que estiver realizando, o paciente é claro já sabedor de sua condição deve passar por avaliação cardiológica.

Em casos de cirurgias de grande e médio porte realizada em centro cirúrgico os pacientes devem passar também por avaliação cardiológica, porém a antibiótico terapia será realizada pelo cirurgião antes , durante e após a operação não tendo necessidade da amoxacilina via oral, salvo raras excessões.


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PARA VOCÊ QUE ESTÁ EM USO DE ANTICOAGULANTE ORAL, LEIA COM MUITA ATENÇÃO

PARA VOCÊ QUE ESTÁ EM USO DE ANTICOAGULANTE ORAL, LEIA COM MUITA ATENÇÃO

1. Nome do medicamento :

Você toma uma medicação chamada varfarina sódica, antagonista da vitamina K que participa como um dos fatores essenciais para a coagulação sangüínea.

Objetivo do uso :

"Afinal" o sangue, diminuindo o risco de formação de trombos ( coágulos ) que podem se soltar e entupir vasos sangüíneos, provocando sérios problemas nas artérias, no coração e também no cérebro.

Freqüência do uso :

O uso é diário. Não deve parar, diminuir ou aumentar as doses sem orientação médica.

Dose ideal :

Para que o médico possa ajustar a dose do anticoagulante você precisa fazer o exame de TP ( Tempo de Protrombina ), regularmente. Os níveis de TP indicam se a dose está adequada ou se ela deve ser aumentada ou diminuída.

Nível do exame de sangue :

O nível ideal, valor do INR ( índice de como está a coagulação do seu sangue ) varia. Pergunte ao seu médico qual se aplica a você.

Tempo de uso :

O anticoagulante é medicação de uso contínuo, ou seja, pôr tempo indeterminado.

Horário :

Siga a orientação de seu médico, tomando sempre no mesmo horário, pois a chance se esquecer será menor. O importante, contudo, é tomar o medicamento todos os dias.

O que deve fazer em caso de esquecimento ?

Não dobre a dose de varfarina sódica em caso de esquecimento, pois pode ocorrer sangramento.

Outros medicamentos :

Muitos medicamentos podem aumentar a ação do anticoagulante. Comunique a seu médico todos os medicamentos que você usa; ao receber uma nova receita, pergunte se os medicamentos interferem com a varfarina.

Em casos de dor ou febre devem ser evitadas medicações que contenham ácido acetilsalicílico ( AAS ou aspirina ), pois podem irritar o estômago, com risco de hemorragia.

Alimentação :

Alguns alimentos ricos em vitamina K diminuem a ação da anticoagulante, principalmente verduras de folhas verdes escuras. Os principais alimentos são: couve, couve-flor, espinafre, brócolis, repolho, agrião, aspargo, ervilha, alface, folhas de nabo, chás ( verdes ), fígado, abacate, azeite de oliva. Portanto, devem ser consumidos sempre nas mesmas qualidades.

Bebidas alcoólicas :

As bebidas alcoólicas podem aumentar o efeito anticoagulante com risco de sangramento

Conduta na gestação ou intenção de gravidez :

Se você está grávida comunique a seu médico, pois o anticoagulante via oral pode interferir na gravidez e no bebê.

O que fazer perante outra doença, necessidade de cirurgia ou procedimento do dentista?

Quando realizar um procedimento dentário ou algum tipo de cirurgia, comunique previamente que está em uso de anticoagulante varfarina sódica e a sua dosagem.

Evite ferimentos, inclusive esportes com risco de choques( futebol, voleibol, basquetebol, etc. ), pois um "simples corte de pele" pode levar a sangramento volumoso.

Em presença de outra doença, peça orientação sobre o uso de varfarina sódica.

RELATE QUALQUER SINAL DE SANGRAMENTO OU OUTRO SINTOMA. FIQUE ATENTO PARA PERDAS DE SANGUE PELO NARIZ, GENGIVA, FEZES OU URINA, MANCHAS ROXAS NA PELE, AUMENTO DO VOLUME E/OU DURAÇÃO DE MENSTRUAÇÃO. IMEDIATAMENTE, COMUNIQUE A SEU MÉDICO.

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DIABETES ENTENDA O PROBLEMA

DIABETES





ENTENDA O PROBLEMA





O QUE É?





É uma doença crônica, caracterizada pela elevação do nível de glicose ( açúcar ) no sangue.



CAUSAS



A elevação da glicose no sangue ocorre quando: o organismo não produz insulina, produz insulina em quantidade insuficiente ou não consegue absorver adequadamente a insulina produzida. A insulina é um hormônio que ajuda a transportar a glicose do sangue para dentro das células.



SINTOMAS



Sede excessiva, urina abundante, apetite excessivo, perda de peso, cansaço, sonolência, eliminação de glicose pela urina e hiperglicemia.



COMPLICAÇÕES



Problemas circulatórios, renais, neurológicos, oculares e cardíacos.



TRATAMENTO



O tratamento tem como objetivo controlar a glicemia para evitar todas as complicações da doença e inclui dieta, exercícios físicos, medicamentos e acompanhamento médico constante.



CONTROLE A DIETA



· Evite o consumo de alimentos que provoquem aumento repentino dos níveis de glicose no sangue, como o açúcar "presentes nos alimentos doces e refrigerantes".



· Aumente ingestão de fibras, investindo no consumo de verduras, legumes, frutas e alimentos integrais "pão, arroz, macarrão". A fibra retarda a absorção da glicose presentes nos alimentos, ajudando a manter a glicemia mais estável.



· Faça 6 refeições ao dia "café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia". O fracionamento das refeições é muito importante, pois evita grandes descargas de glicose na corrente sanguínea.



· Aumente o consumo de alimentos ricos em substâncias antioxidantes como frutas, verduras, legumes e cereais integrais, pois esses alimentos podem combater as lesões celulares e problemas nos olhos que o excesso de glicose no sangue pode causar.



· Inclua na sua alimentação peixes, frutos do mar, frutas, levedo de cerveja, nozes, brócolis, grãos integrais e outros alimentos ricos em cromo. Estudos tem comprovado o papel deste mineral como auxiliar na absorção de glicose.

Consuma álcool com moderação.



FRUTAS



Os diabéticos podem consumir qualquer tipo de frutas, mesmo aquelas que são mais doces, pois o açúcar presentes nas frutas é a frutose. Trata-se de um adoçante natural que tem a menor capacidade de aumentar a glicemia sangüínea, ou é absorvido mais lentamente do que a glicose e a sacarose (presentes no açúcar branco, de mesa).





DICAS: Deixe para consumir as frutas, especialmente as mais doces, nos lanches da manhã e da tarde e não junto com as refeições principais, nas quais já á uma porção de carboidratos. A regra é não exagerar!!!





FIQUE ATENTO AOS RÓTULOS



Atualmente á varias opções de alimentos dietéticos (produtos diet) nos quais o adoçante artificial substitui o açúcar. O adoçante não é metabolizado pelo organismo na forma de glicose e portanto pode ser consumido sem problema pelos diabéticos.

Já os produtos light ou diet são aqueles que apresentam redução de calorias e nem sempre são isento de açúcar. Porém, alguns produtos light isento de açúcar, portanto, fiquem atento aos rótulos e não consuma aqueles que contém sacarose, açúcar invertido, açúcar mascado, dextrose, glicose, melado, mel e xarope de milho, estes são alguns dos nomes usados para designar o açúcar.







CONVIVA BEM COM O DIABETES





Pra conviver bem com o diabete é fundamental fazer o controle diário ( em casa mesmo) das taxas de glicemia - existem vários aparelhos e produtos que permite monitorar o açúcar no sangue e na urina. Mais importante ainda é fazer os exames periódicos solicitados pelo médicos.

Diabetes bem controladas significa vida normal, mas o diabete descondensado pode levar ä complicações citadas anteriormente e reduzir muito sua qualidade de vida.

Nem todos os diabéticos precisam de insulinas. Muita gente usa comprimidos e outros fazem apenas o controle alimentar, porém, é o médico que vai indicar qual o tratamento mais adequado para o paciente. Mas, em todos os casos, a dieta e a atividade física são fundamentais!



MITOS E VERDADES SOBRE O DIABETES





CONHEÇA ALGUMAS DÚVIDAS FREQÜENTES NA ALIMENTAÇÃO DO PACIENTE DIABÉTICO.



1- O mel pode ser usado em substituição ao açúcar?

Não. O mel também contém sacarose, além de outros tipos de açúcar (frutose e glicose), sendo desaconselhado o seu uso como substituto do açúcar. O açúcar mascavo e o cristal têm composição muito semelhante à do açúcar refinado e também são contra-indicados.



2- O pão de glúten, centeio, integral ou bolachas de água e sal e as torradas podem ser usadas a vontade?

Não. Como qualquer outro tipo de pão eles contém amido, que se transformará em açúcar no sangue, não podendo ser usado a vontade. Podem ser consumido de maneira moderada assim como o pão comum.



3- A pessoa que tem diabetes pode comer macarrão (massas em geral) ou pão fresco?



Sim. Estes alimentos tem composição semelhante a do arroz e da batata, portanto podem ser consumidos desde que em quantidade não excessiva, em refeições balanceadas complementadas com alimentos ricos em fibras como: verduras, legumes e frutas.



4- Os produtos dietéticos podem ser utilizados a vontades?



Não. Os produtos dietéticos que não contém açúcar podem ser muitos calóricos,. como, por exemplo, o chocolate (dietético), que, mesmo não contendo açúcar, é desaconselhado para quem quer emagrecer, por causa da grande quantidade de gordura presente neste alimento. Por isso é importante ler sempre os rótulos dos produtos para verificar a sua composição.



5- As frutas que tem o sabor doce são proibidas para as pessoas com diabetes?



Não. As frutas contém açúcar natura "frutose", mas não prejudicam a saúde das pessoas que tem diabetes, desde que usadas nas quantidades indicadas ( até 3 porções de frutas ao dia, com casca e bagaço, sempre uma de cada vez e variando os tipos de frutas).



6- As carnes e os ovos não contém açúcar. Podem ser utilizados a vontades?



Não. Carnes e ovos não contém açúcar, mas contém gorduras e proteínas que em excesso, também alteram a glicemia, sobrecarregam os rins e o sistema cardiovascular dos diabéticos.



7- Feijão faz bem para quem tem diabetes?



Sim, O feijão é um alimento rico em proteína vegetal, amido e fibras (substância que contribuem para uma melhora da glicemia). É recomendável usar a mistura de uma parte de feijão para duas partes de arroz. O excesso de feijão assim como de qualquer outro alimento, deve ser evitado.



8- Os óleos vegetais (milho, soja, girassol, etc...), por serem isento de colesterol, podem ser usados a vontade?



Não. Os óleos devem ser utilizados com moderação, mesmo sendo vegetais e sem colesterol. seu excesso também engorda e compromete o controle do diabetes, bem como o triglicérides sangüíneos.



9- Por que é necessário controlar o meu peso para contribuir no tratamento do diabetes?



A redução do peso ajuda no controle da glicemia e também a reduzir outros riscos à saúde associado com excesso de peso, tais como hipertensão arterial e doenças cardíacas.



10- Pessoas que consomem muito açúcar tem a maior incidência de desenvolver diabetes?



Não. O desenvolvimento do diabete ocorre por causas variadas, como: obesidade, histórico familiar, estilo de vida inadequado ou falência na produção de insulina.



11- O diabetes pode ser provocado por razões emocionais? Existe diabetes emocional?



Não. O que podemos observar é um aumento dos níveis glicêmicos ( açúcar no sangue), em resposta ao estresse emocional, em indivíduos já diabéticos ou propensos a doença. Nesta situação são liberados alguns hormônios que tem a capacidade de elevar a glicose.



12- Plantas e forma de chá são eficazes no tratamento do diabetes?



O tratamento para o diabete é eficaz quando seguimos as recomendações médicas, alimentares em atividade física. Embora alguns chás posam contribuir para a redução da glicemia, sua eficácia no tratamento do diabetes não é comprovada cientificamente.



13- Bebidas amargas como água tônica podem ser utilizadas por diabéticos?



Sim. Desde que seja a versão diet. Embora a água tônica seja amarga, apresenta açúcar em sua composição, podendo ocasionar aumento da glicose sangüínea do diabético.



14- É verdade que tudo que nasce em baixo da terra (cenoura, beterraba, mandioca, batata) aumentam a glicemia, mas sendo permitido o uso para quem tem diabetes?



Não. Essas raízes contém amido que se transforma em açúcar (glicose) em nossos organismo. Mas isso não quer dizer que não possam ser usadas pelos diabéticos.

A batata, a mandioca e a mandioquinha podem ser usadas como substitutos do arroz ou macarrão. Já beterraba e a cenoura podem ser consumidas como legumes, junto com arroz, batata ou macarrão.



15- A maioria dos diabéticos terá complicações crônica (amputação, doenças nos nervos, doenças nos rins e na visão)?



Estudo comprovam que o diabético bem controlado retarda o aparecimento da complicações em 75% dos casos.



16- Pessoas diabéticas podem ter filhos?



Sim. Desde que haja planejamento e bom controle glicêmicos antes, durante e após a gestação.





PERGUNTAS FREQÜENTES SOBRE O INÍCIO DA INSULINIZAÇÃO





1- Meu médico disse que preciso usar insulina porque estou com um controle insatisfatório do meu diabetes. Isso significa que vou ficar com cegueira, impotência, e que vou morrer rapidamente?



Não é verdade. Talvez você tenha esses medos baseado nos casos de pessoas que você conheceu. Até algum tempo, a maioria dos pacientes com diabetes evoluía com complicações crônicas graves e isso estava presente no momento do inicio do uso da insulina. Certamente, nesses casos, ocorreu um atraso no inicio do uso da insulina e com isso o controle metabólico pode ter sido ruim durante muito tempo, piorando a evolução da doença. É mais lógico imaginar que, se a insulina fosse usada maia precocemente e de forma correta, muitos problemas poderiam ser evitados. No meu caso, o uso de insulina poderá prevenir, e não causar, esses problemas.



2- Se começar a usar insulina ficarei dependente dela?



Lembremos que a insulina é um elemento vital para o organismo e, portanto, todos nós somos, naturalmente, dependentes da insulina para estar vivos e saudáveis durante toda a vida. Pessoas com diabetes apresentam uma combinação de deficiência de produção de insulina e dificuldade de ação desse hormônio. Com o passar dos anos, o uso de medicações orais torna-se insuficiente para vencer esse problemas e a necessidade do uso de insulina se impõe para a obtenção de um bom controle não só de glicemia, mas também para que possamos prevenir as complicações da doença.



3- Ouvi dizer que o uso de insulina é difícil e dolorido. Como posso lidar com isso?



Ao longo dos anos, houve uma grande evolução quanto a purificação e concentração da insulina. Assim são possíveis grandes efeitos benéficos com pequenas quantidade de insulina, que também podem ser aplicadas com os modernos sistema de aplicação (canetas aplicadoras ) e com agulhas muito finas.

A aplicação é praticamente indolor. As canetas são fáceis de usar e podem ser mantidas e transportadas sob temperatura ambiente, dispensando os recipientes térmicos ou com gelo, como no passado, facilitando muito a vida da pessoa com diabetes.



4- Quais as vantagens da nova insulina bifásica?



Esse tipo de insulina tem se mostrado muito eficaz para alcançar um melhor controle do diabetes. A presença de 30% de insulina de ação ultra-rápida promove um bom controle da glicemia após as refeições, o que leva a um menor risco de complicações microvasculares ( neuropatia, nefropatia e retinopatia ), além de reduzir as doenças cardiovasculares, em especial o risco de infarto do miocárdio. Além disso, existe uma conveniência e precisão de doses com o uso das canetas aplicadoras de insulina bifásica.

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